Em alta, os índices futuros das ações apresentam avanços no início da semana (dia 15) nos EUA, apesar da escalada de conflitos geopolíticos no Oriente Médio. No final de semana, após ataques iranianos em território israelense, os mercados se preparavam para uma maior volatilidade nos investimentos em renda variável. Um dos assuntos mais comentados no domingo, foi que seria possível uma alta nos preços do petróleo, podendo superar o barril o valor de USD 100, no entanto, como indicado no Diário do Petróleo, o contrato do Brent para vencimento em junho/24 foi negociado em USD 89,8 bbl nesta manhã de segunda-feira. De qualquer forma, a tensão instaurada continua elevando o alerta global, que prestará especial atenção nos próximos dias ao andamento dos acontecimentos internacionais.
Apesar dos resultados mistos, a maioria dos índices europeus opera em alta. O destaque do dia entre as altas, foi o aumento nas ações do setor de defesa, influenciado pelos acontecimentos ocorridos no Oriente Médio. Apesar desses ganhos, a declaração feita pelo governo dos EUA de que não apoiaria neste momento uma retaliação por parte de Israel, acalmou os mercados. Outro setor que se destacou foi o automotivo, impulsionado pela recuperação da produção alemã. Inversamente, na região da Ásia-Pacífico a maioria opera em baixa, com os mercados apostando por uma diminuição do PIB chinês no primeiro trimestre de 2024, que será publicado amanhã.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) começou o dia oscilando. Com resultados mistos na maioria dos setores, as ações de siderurgia apresentam altas, mas as petrolíferas caem puxadas pela queda internacional dos preços. Em matéria econômica, o governo apresentará hoje o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2025, onde se aguarda a estratégia para a meta fiscal.
Resultados mistos para o complexo da soja no primeiro pregão noturno da semana (dia 15), onde os grãos e o farelo recuaram, mas o óleo avançou.
Com as confirmações de uma oferta mundial abundante, as análises dos fundamentos do mercado estão voltadas para a demanda. Com o fortalecimento do dólar, assim como por uma diminuição nas compras de países asiáticos, teme-se que as exportações dos EUA possam continuar sofrendo pressões de baixa.
Uma aguardada notícia nesta segunda-feira, é a divulgação por parte da Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (NOPA, na sigla em inglês) das estatísticas de processamento interno de soja, uma vez que as estimativas do mercado aguardam um novo recorde para o mês de março.
Em relação ao Brasil, analistas indicam que 84% da soja foi colhida, enquanto os últimos dados publicados pela StoneX indicaram que esse nível se encontraria já em 86,7%.
Queda nos preços do milho após sentimentos baixistas do mercado.
A postura pessimista dos investidores nos EUA, que aumentaram as suas posições líquidas vendidas em fundos especulativos pressionou os preços do cereal, mesmo após projeções de aumento na demanda. No final da semana anterior, a China tinha anunciado que espera importar mais milho, apesar de uma expansão agrícola.
Na Índia, foram anunciadas chuvas que potencializariam a produção agrícola, o que será um fator importante a ser seguida nas próximas semanas, uma vez que o aumento do processamento interno de milho abriu espaço em mercados asiáticos antes abastecidos por eles, para exportações brasileiras, por exemplo. Além disso, para hoje, se espera a atualização por parte do USDA dos avanços do plantio Meio Oeste.
Preços do trigo recuam após normalização do comércio no Mar Negro.
Com os envios saindo desde os principais exportadores sem interrupções, e os valores, principalmente dos grãos russos, sendo ofertados a melhores níveis que os europeus ou os estadunidenses, os preços nas bolsas dos EUA voltaram a recuar. Estimativas feitas na Rússia indicam que o mês pode voltar a representar um recorde de exportações após o volume escoado até o momento.






