Os índices futuros das ações avançam hoje (dia 17) em Wall Street, buscando recuperar as perdas registradas ontem. No fechamento anterior, o índice S&P 500 registrou seu terceiro dia consecutivo de recuos, mostrando a volatilidade que caracteriza a semana. O mercado espera a publicação no transcurso do dia de dados estadunidenses, assim como a divulgação do chamado Livro Bege, que detalha as condições econômicas do país e trará mais detalhes sobre o posicionamento do Federal Reserve (Fed) com relação à política monetária dos EUA.
Na Europa, os resultados da maioria dos índices foram de alta, onde o destaque ficou com as ações de mineração e tecnologia, sendo as que mais cresceram no índice regional Stoxx 600. Por sua vez, na região da Ásia-Pacífico, o último anúncio feito pelo Jerome Powell, presidente do Fed, pesaram nos investimentos. A autoridade estadunidense indicou que a instituição esperará mais que o previsto para cortar as taxas de juros, desestimulando as expectativas dos agentes asiáticos cujas cadeias de valor estão altamente entrelaçadas com a produção e o consumo norte-americanos.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) começou em alta. As atenções no mercado acionário brasileiro estão voltadas para as mineradoras, que além do impulso no preço internacional do minério de ferro, mostraram também bons resultados. Especificamente, a Vale indicou um aumento de 6,1% no seu resultado operacional, comparado com o mesmo período do ano anterior, o que alavancou também os ganhos no exterior da empresa. Desta forma, espera-se que esses ganhos possam impulsionar o índice geral, compensando parte das baixas acumuladas nas últimas cinco sessões.
Repetindo os resultados mistos de ontem, o pregão noturno de hoje (dia 17) trouxe a alta do farelo, com novos recuos para os grãos e o óleo.
O principal argumento para a queda nos valores da soja em Chicago foi a valorização do dólar, em um momento de alta competição com os grãos sul-americanos, que além de abundantes são ofertados a melhor preço que a produção estadunidense.
Recuperação nos preços do milho.
Sustentou a alta o anúncio feito pelo Ministério da Agricultura da Ucrânia, que indicou um corte na produção dos grãos, justamente em um momento em que a China estava aumentando as suas importações, tendo negociado cargas importantes nos últimos dias. Desta forma, a porção do mercado que ficará vaga poderá ser distribuída entre os outros principais exportadores. Especificamente, os hectares plantados de milho diminuirão 8%, indo para 3,7 milhões de hectares, enquanto as exportações cairiam 9%, para 22,3 milhões de toneladas. As autoridades ucranianas informaram que a queda dos lucros desde a invasão russa é o principal desincentivo para o próximo ciclo agrícola.
Novamente com resultados mistos, a alta dos preços do trigo se dá hoje em Chicago, com quedas em Kansas e Minneapolis.
Sentimentos mistos permeiam o mercado trigueiro, com alta do dólar por um lado, e menores expectativas de oferta por outro. Assim como nos demais grãos, a subida na moeda estadunidense tira competitividade para as suas exportações. E, ao mesmo tempo, os anúncios de diminuição na produção do trigo feito pela Ucrânia, impulsionaram uma tendência altista. Com uma queda de 9% do trigo ucraniano, que irá para 21,1 milhões de toneladas, é esperado que as exportações diminuam 27%, indo para 12,8 milhões de toneladas.






