Com baixa em Wall Street, os futuros das ações começam a quinta-feira (dia 25) mostrando as oscilações que caracterizam esta semana. Pesam nos sentimentos os resultados divulgados pela Meta, que anunciou ganhos acima do esperado pelo mercado, mas pretende investir mais do que o planejado inicialmente em inteligência artificial, criando receios entre os investidores sobre se o retorno dos dividendos será menor para os próximos meses. Além disso, são aguardados os resultados dos balanços da Microsoft e da Alphabet (Google), assim como o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA.
Ainda sem direção definida, as ações tanto na Europa como na região da Ásia-Pacífico mantém resultados mistos. Nos mercados europeus as ações do setor de alimentos e bebidas se destacaram pelas baixas, enquanto o setor financeiro e de mineração apresentaram alta. Na bolsa de Londres, que apresentou a maior alta entre as bolsas da região, o foco esteve nos avanços observados nas ações farmacêuticas, que apresentaram ganhos consistentes no começo de 2024. Por sua vez, os mercados asiáticos repercutiram mais fortemente os resultados estadunidenses, mostrando quedas principalmente no setor tecnológico.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu em baixa, porém, no exterior, o índice EWZ (Ibovespa em dólar) opera em alta. O mercado continuará seguindo de perto dois dos principais setores na bolsa brasileira: o petrolífero e a mineração. Por um lado, está agendada para hoje uma reunião para definir o novo conselho da Petrobras e definir a distribuição dos dividendos extraordinários gerados pela empresa. Ao mesmo tempo, é esperada a reação dos investidores em relação aos resultados da Vale, que reportou um lucro líquido no primeiro trimestre de 2024 de US$ 1,6 bilhão, resultado positivo, porém 9% inferior ao mesmo período em 2023.
Nova queda para o complexo da soja, no último pregão noturno (dia 25), que continua pressionado pela alta oferta.
Com a competitiva comercialização na América do Sul, recuos foram registrados principalmente nos grãos. Ao mesmo tempo, contribuiu na diminuição dos contratos futuros a redução das exportações líquidas estadunidenses, que caíram 57% em relação as envios da semana anterior, segundo divulgação nesta quinta-feira das estatísticas atualizadas pelo Departamente de Agricultura dos EUA (USDA).
Subida nos preços do milho permite a recuperação das perdas de ontem.
Os fundamentos do mercado ainda se mantém estáveis e similares aos da soja, mas as preocupações com a produção argentina permitiram um avanço dos preços. Segundo a Bolsa de Grãos de Rosário, as últimas previsões climáticas indicam um inverno mais quente que o esperado inicialmente no país, o que prejudicará a luta contra as cigarrinhas que já danificaram parte importante da próxima colheita.
Avanços nos preços do trigo após novas preocupações com a Rússia.
As exportações fluem sem inconvenientes na região do Mar Negro, mas um clima seco maior do que o usual começou a preocupar o mercado. Ao mesmo tempo, anúncios feitos na Índia influenciaram fortemente na retomada dos preços. Diferentemente ao visto em solo russo, a produção indiana está tendo maiores chuvas que o usual, o que está dificultando de certa forma manter os níveis de estoques no país. Desta forma, mesmo sendo o segundo maior produtor de trigo do mundo, se a oferta final for menor que a espera, se abre a possibilidade que o país passe a importar o cereal, o que não acontecia desde 2017, e que alavancou para cima os contratos futuros.






