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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Larissa Barboza Alvarez
Júlia Viana
 
ÓLEO: ALTA; MILHO: MISTO; SOJA, FARELO, TRIGO: BAIXA.
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa: alta; Ásia: misto.

Os índices futuros em Wall Street iniciaram a segunda-feira (dia 06) em alta, após uma semana de valorização das ações nos EUA. A divulgação do payroll na sexta-feira (dia 03), com dados registrando uma desaceleração no mercado de trabalho, criou expectativas entre os investidores de que cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), poderiam acontecer ainda em 2024. Além disso, com uma agenda esvaziada em relação à divulgação de indicadores econômicos nos próximos dias, os agentes devem seguir de perto as falas de autoridades do Fed nos próximos dias, já que Tom Barkin, presidente do Fed de Richmond, e John Williams, presidente do Fed de Nova York, devem falar mais sobre a interpretação da instituição em relação à economia estadunidense.  

Na região da Asia-Pacífico, a maioria segue as tendências de valorização observadas nos EUA, mostrando um maior apetite de risco na China, após dias de fechamento por datas comemorativas. No Japão e na Coreia do Sul, as negociações de ações nas bolsas ainda se encontram fechadas em função de feriados. Da mesma forma, na Europa, os mercados operam com ganhos, refletindo esperanças de redução nas taxas de juros estadunidenses.   

Já no Brasil, os preços futuros do Ibovespa (IBOV) operam sem direção definida, após começar o dia em alta, mas logo depois virar para passar a estar em terreno negativo. Nesta semana, as atenções do mercado estarão voltadas para a reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), marcada para a quarta-feira (dia 8), que deverá atualizar ou manter o nível atual da taxa de juros (Selic). Projeções do mercado indicam uma redução de 0,25 p.p. para a Selic nesta semana, esperando uma desaceleração no ritmo expansionista da política monetária brasileira.  

Soja em baixa

O primeiro pregão noturno (dia 06) da semana trouxe resultados mistos para o complexo da soja.  

Com a maioria dos contratos futuros de maio liquidados, as atenções passam a ser centrar agora nos próximos vencimentos, que indicam uma aposta baixista para a soja, principalmente dado o cenário folgado de oferta internacional.

No Brasil, o Rio Grande do Sul (RS) enfrenta uma das maiores crises da sua história, onde precipitações acima de média causaram alagamentos e destruíram parte importante da infraestrutura do estado. Ainda é cedo para estimar as perdas, mas nas próximas semanas o panorama deve ser mais bem esclarecido. Segundo o seguimento feito pela StoneX Brasil, a soja foi 100% na maioria dos estados produtores, com poucas exceções, como o RS, onde 70% da safra foi colhida, trazendo dúvidas sobre o que falta colher na metade sul do estado. Além, disso, também é preciso avaliar as condições da soja armazenada e que deveria ir para o esmagamento, uma vez que parte da infraestrutura industrial foi igualmente afetada. 

Milho misto

Com resultados mistos, os últimos contratos futuros de maio operam em alta antes da sua liquidação, mas os preços para julho e setembro apresentam queda, seguindo os resultados da soja.  

Entre um dos principais argumentos da baixa, está a queda nos valores dos biocombustíveis, que caíram puxados pela queda no preço internacional do petróleo, que atingiu seu nível mais baixo desde o final de janeiro. Mais detalhes se encontram no Diário do Petróleo

Trigo em baixa

Novas baixas no trigo após semana de valorização. 

A Bolsa de Chicago (CBOT), indicou na sua última atualização de dados que vários investidores aproveitaram a alta nos preços do final da semana anterior para aumentar as suas posições líquidas vendidas, concretizando lucros sobre o bom nível dos valores negociados na semana anterior. 

Sobre as plantações nos EUA, a atualização feita pela instituição do Monitor de Secas, informou que, até o 30 de abril, 56% do estado do Kansas, um dos principais produtores de trigo, enfrentava seca. A proporção ainda é alta em comparação aos 38% de três meses atrás, mas é inferior aos 65% da semana anterior, pelo que as chuvas que estiveram caindo nos últimos dias ajudaram a aliviar parcialmente as necessidades hídricas na região. 

TABELAS E INDICADORES
image 94138
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 94139
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
image 94140
Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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