Em queda pelo segundo pregão noturno consecutivo, os índices futuros das ações repercutem alguns resultados em Wall Street nesta quinta-feira (dia 09). Por um lado, uma importante produtora de chips está ascendendo o alerta no setor tecnológico, uma vez que seus resultados esperados indicam um crescimento menor ao esperado, preocupando os investidores quanto ao setor de tecnologia em geral, e, principalmente, de inteligência artificial. Também caem as ações da Airbnb após menores resultados, indicando uma menor atividade turística no verão estadunidense. Assim, o dia deve seguir de perto os resultados das empresas, assim como anúncios importantes da Apple que está prestes a trocar a sua diretoria executiva, assim como a X.AI Corp, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, buscará fechar uma rodada para captar investimentos para novos projetos.
Na Europa, os resultados não indicam direção definida. Enquanto as ações de petróleo e gás sobem, as ações do setor automobilístico caem. Para o setor energético, pesa a diminuição nos estoques dos EUA, que elevou as cotações internacionais, como indica o Diário do Petróleo disponível no seguinte link. Já as vendas de automóveis, setor chave para o setor industrial europeu, caíram após menores vendas registradas para importantes marcas, mostrando a extensão da dificuldade que o setor enfrente desde o ano passado.
Por sua vez, na região da Ásia-Pacífico as ações também operam mistas. Entre os destaques de alta, estão as bolsas chinesas, que sobem com os bons resultados econômicos divulgados. As estatísticas atualizadas para o balanço comercial da China surpreenderam: enquanto o mercado esperava um aumento de até 4,8% em abril, as importações cresceram 8,4%. Já as exportações tiveram um crescimento interanual de 1,5%, também cumprindo as expectativas. Em sentido contrário, a bolsa no Japão cai influenciada também por resultados econômicos, após ser divulgado que os salários caíram pelo vigésimo quarto mês seguido, que somado à desvalorização do iene, pressionam cada vez mais um cenário para que alguma intervenção seja anunciada em breve.
Por aqui, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) iniciou o dia em baixa, seguindo os resultados do EWZ (Ibovespa em dólar), que também apresenta recuos no exterior. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu cortar em 0,25 ponto porcentual a taxa de juros de referência (Selic), deixando assim a mesma em um nível de 10,5% ao ano. No comunicado, a autoridade monetária brasileira indicou que um cenário internacional mais adverso, pede maior cautela desde as economias emergentes, exigindo cenários contracionistas.
Os valores do complexo da soja continuaram caindo no último pregão noturno (dia 09), mas mais lentamente, ou seja, o recuo foi menor que o observado ontem.
O principal fundamento do mercado ainda é uma alta competitividade nos preços marcado por uma oferta internacional abundante. Após a China dobrar a quantidade prevista das suas importações em abril, foi visto que no caso de soja o impacto foi ainda maior.
Com um aumento de 18% nas compras de soja em abril, este foi o maior nível já registrado nesse mês pela China. E o principal vendedor, o Brasil, esteve nos holofotes. Pesquisas de mercado indicam que, enquanto preços brasileiros ficavam entre US$ 505 e 518 por tonelada, sem frete, os valores negociados no Golfo dos EUA ficaram em torno dos US$ 536 por tonelada, com a preferência pelo grão brasileiro prevalecendo. Assim, foi indicado que a China espera receber do Brasil, em média, 11 milhões de toneladas em maio e junho, fortalecendo o intercâmbio comercial entre os países.
Milho continua em queda, mas menos expressiva que o observado no pregão noturno anterior.
Assim, os preços internacionais ainda não reagiram aos cortes feitos na Argentina. A Bolsa de Comércio de Rosário indicou que, aproximadamente 20% da produção de milho já foi perdida por causa das cigarrinhas, pelo que das 50 milhões de toneladas previstas inicialmente, agora a produção argentina ficaria, em média, ao redor dos 47,5 milhões de toneladas.
Valores do cereal voltam a subir com notícias do Mar Negro.
As instabilidades causadas nos preços internacionais por atualizações da Rússia permanecem, desta vez após um corte anunciado por geadas. Após uma seca de várias semanas, as chuvas chegaram, porém, trazendo água acima da média e geadas não previstas, que fizeram as autoridades anunciar futuros cortes de safra, que se definirão nos próximos dias. Na Ucrânia, foi relatado o mesmo fenômeno, informando que os preços aumentarão para a temporada de comercialização 2024/25, dada não somente a diminuição da produção, mas também por uma queda dos estoques locais.






