Os índices futuros das ações operam em alta no início desta sexta-feira (dia 10), em Wall Street, após o sétimo dia consecutivo de altas. Os investidores têm se mostrado mais otimistas frente aos indicativos de que o Federal Reserve (Fed) não estaria propenso à adoção de uma política monetária contracionista em um período próximo. Além disso, a divulgação de resultados corporativos positivos e dados sobre o mercado de trabalho estadunidense contribuíram para a sequência de valorizações nos principais índices da bolsa no país. Diante deste cenário, os agentes aguardam as falas de alguns dirigentes do Fed, programadas para o fechamento da semana.
Na região da Ásia-Pacífico, os índices acompanham as expectativas animadoras de Wall Street com relação à possibilidade de um corte nas taxas de juros futuramente. Ademais, os investidores estão otimistas devido a isenções do governo chinês para o pagamento de impostos sobre alguns dividendos, adquiridos em Hong Kong. Os mercados europeus seguem a mesma tendência altista, refletindo uma recuperação nos índices econômicos do Reino Unido, após divulgações dos seus dados do PIB nesta sexta-feira.
No Brasil, o Ibovespa (IBOV) abre suas operações em alta hoje. A atividade na bolsa brasileira deve operar em resposta à divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o mês de abril, que apresentou elevação de 0,38%. Ademais, os investidores ainda ecoam os efeitos da desaceleração no corte da taxa de juros básica, pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) na quarta-feira, optando por uma redução de 0,25% na taxa Selic.
O último pregão noturno da semana (dia 10), trouxe um leve avanço para o complexo da soja.
As inundações no Rio Grande do Sul, devastadoras para muitos municípios, estão começando a gerar receios em relação à diminuição do que ainda faltava ser colhido por lá. Além das áreas que já se encontram alagadas, previsões de novas chuvas para os próximos dias dificultam ainda mais as perspectivas para o estado brasileiro, que é um dos principais produtores de grãos no país.
Na Argentina, nova greve foi anunciada nos portos e nas plantas esmagadoras de soja, pelo que o mercado seguirá de perto o andamento das mobilizações nos próximos dias, já que a última greve foi somente de dois dias, o que não gerou um impacto significativo na industrialização argentina da soja.
Alta para o milho em semana de volatilidade.
Apesar de que se espera uma ampla produção mundial para a campanha 2024/25, na atualização do balanço de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que será divulgado hoje, há também o receio de que os possíveis cortes na Argentina e no Brasil, por condições climáticas adversas, possam afetar os estoques finais da campanha 2023/24, o que impulsou levemente os preços.
Maior alta do trigo dos últimos nove meses.
Entre altos e baixos na semana, comandados principalmente por atualizações desde a região do Mar Negro, atualizações de poucas chuvas no sul da Rússia, após a geada dos últimos dias, pesou nos sentimentos do mercado.






