A semana começa (dia 13) com os índices futuros das ações operando em alta em Wall Street, em um momento que antecede novas publicações de dados sobre a inflação nos Estados Unidos. A agenda para os próximos dias prevê que a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de abril, na terça-feira, e do índice de preços ao consumidor (CPI), na quarta-feira. Os investidores aguardam os dados, que devem servir como indicativo da condução da política monetária do país pelo Federal Reserve (Fed). O CPI deve influenciar o movimento das ações, que apresentam posições estáveis, após temporada de fortes lucros das empresas estadunidenses.
Na região da Ásia-Pacífico, os mercados operam sem direção definida. Os resultados mistos sofrem influência de dados chineses sobre inflação e crédito locais, além de indícios de que os EUA elevariam tarifas sobre produtos provenientes da China, do ramo de energia renovável. No caso europeu, os mercados também apresentam resultados mistos para o início desta semana, já que os investidores aguardam igualmente os dados de inflação dos EUA, programados para serem divulgados ao longo desta semana.
No Brasil, o Ibovespa futura (IBOV) iniciou a segunda-feira operando em alta, após semana anterior de queda. Os investidores acompanham a divulgação do relatório Focus, após decisão dividida do Comitê de Política Monetária (COPOM) de reduzir em 0,25% a taxa básica de juros no país. As projeções apontam aumento de 0,04% para o IPCA de 2024 e de 0,02% para o de 2025, em relação à semana anterior. Além disso, consta na agenda semanal a publicação dos resultados trimestrais de algumas empresas, incluindo a Petrobrás, após o fechamento dos mercados.
O primeiro pregão noturno da semana (dia 13) foi negativo para os grãos e o farelo, mas trouxe leves avanços para o óleo.
No último relatório de oferta e demanda (Wasde) divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na sexta-feira passada (dia 10), foi confirmada uma maior produção de soja mundial, como já era aguardado. Assim, o balanço dos grãos disponíveis continuaria folgado, aumentando inclusive os estoques tantos finais como a relação estoque/uso. De 396,95 milhões de toneladas produzidas na safra 2023/24, na temporada 2024/25 se esperam 422,26 milhões de toneladas. Já os estoques finais, passariam de 111,78 para 128,50 milhões de toneladas. E finalmente, a estoque/uso aumentaria de 29,15% em 2023/24, para 31,99% em 2024/25. Confira os detalhes do Relatório de O&D divulgado pela StoneX Brasil no seguinte link.
Leve baixa para o cereal nesta segunda-feira.
No caso do milho, as estimativas do USDA foram baixistas. Após uma maior oferta (1228,09 milhões de toneladas) do que a demanda (1215,92 milhões de toneladas) para a temporada 2023/24, o resultado seria inverso na campanha 2024/25, uma vez que o consumo seria de 1220,75 milhões de toneladas, enquanto a produção ficaria em 1219,93 milhões de toneladas. A relação estoque/uso também diminuiria levemente, passando de 25,75% para 25,58%.
Uma das grandes surpresas do relatório foi a estimativa para a Argentina, uma vez que, se bem foi realizado um corte para a safra 2023/24, que está sendo bastante afetada pelas cigarrinhas, de 55 para 53 milhões de toneladas, o valor continua bastante acima das estatísticas divulgadas pelas instituições locais. Enquanto a Bolsa de Comércio de Rosário já baixou a sua estimativa para 47 milhões de toneladas, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires possui um número ainda menor, de 46,5 milhões de toneladas, o que gera dúvidas sobre o balanço final argentino, uma vez que as diferenças são grandes.
Preços do trigo voltam a atingir maior alta do trigo dos últimos nove meses na abertura do mercado noturno, mas diminuem ganhos com o andamentos nas negociações.
A volatilidade observada no trigo está sendo liderada pelo desafio do mercado em definir o nível das perdas causadas pelas geadas na Rússia. Ainda sem divulgar estimativas de reduções, instituições russas indicaram que algumas localidades teriam acionado o Ministério da Agricultura pelo nível das perdas, mas até o momento nenhuma comunicação oficial foi realizada. Enquanto isso, as especulações continuam, causando as oscilações vistas nos últimos dias.






