Em Wall Street, os principais índices futuros operam em alta na manhã desta sexta-feira (dia 24), recuperando perdas do fechamento anterior. Os resultados negativos no encerramento da quinta-feira (dia 23) ocorreram em função do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) em patamar superior ao esperado para o mês de maio, associado ao tom mais duro adotado na ata do Federal Reserve (Fed), divulgada durante a semana. A instabilidade ocorre mesmo diante dos bons resultados divulgados pela Nvidia, que deveriam sustentar o otimismo dos investidores por um período maior. Para a agenda de hoje, espera-se a publicação do relatório de bens duráveis de abril, bem como a leitura do índice de sentimento do consumidor, elaborado pela Universidade de Michigan. Tais índices devem guiar as expectativas dos investidores com relação à condução da política monetária estadunidense.
Nos mercados da região Ásia-Pacífico, observa-se uma queda generalizada nos índices futuros. Os recuos no Oriente acompanham as perdas ocorridas em Wall Street no dia anterior, diante da preocupação de que as taxas de juros se mantenham elevadas por um período prolongado nos Estados Unidos. No caso dos mercados europeus, verifica-se o mesmo movimento de retração, seguindo a tendência global. No âmbito macroeconômico, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2024, em relação ao trimestre anterior, enquanto isso, o volume de vendas no varejo do Reino Unido recuou 2,3% em abril, influenciado pelo tempo chuvoso no país. Economistas esperavam um recuo menor, próximo de 0,4%.
No Brasil, o Ibovespa futuro (IBOV) iniciou as atividades em alta no dia de hoje. No país, os destaques vão para os dados de transação corrente e de investimento diretos. Segundo o consenso LSEG, o país deve atingir um déficit em conta corrente equivalente a US$ 1,05 bilhão.
Com leves ganhos, o complexo de soja operou perto da estabilidade no último pregão noturno (dia 24).
O mercado continua preocupado com a finalização da colheita no Rio Grande do Sul, onde chuvas continuam sendo registradas, causando preocupações sobre o nível de afetação na soja que ainda deve ser retirada do solo. Na semana passada, a instituição Emater/RS-Ascar indicou que 85% da soja tinha sido colhida, e atualizou esse valor para 91% nesta semana.
Estabilidade para o milho, que registra novos avanços.
A safra do cereal estadunidense está no centro das atenções hoje, onde as notícias meteorológicas informaram que tempestades severas e tornados são aguardados em Iowa, um dos principais estados produtores de milho nos EUA. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), no ranking de área plantada em 2024, Iowa ocupa o primeiro lugar, com 14,20%, seguido pelos estados de Illinois (12,10%) e Nebraska (10,90%). Se espera que os fortes ventos que estão atingindo o centro do estado, se movam para o leste e centro-oeste com o andar das horas. Desta forma, nos próximos dias devem ser atualizados os impactos nas lavouras do estado, que atualmente se encontra com 78% do plantio realizado. O acompanhamento das safras nos EUA pode ser acompanhado no seguinte mapa interativo.
Repetindo os resultados de ontem. Novamente o pregão noturno registrou baixas nos preços de Chicago, mas altas nos valores de Kansas e Minneapolis.
Após a maior alta dos dez últimos meses, e com um aumento de 7% registrado até o momento, se aguarda um balanço semanal positivo para os preços do trigo. Sem grandes variações nas bolsas dos EUA, os fundamentos continuam os mesmos: diante de uma demanda estável, é a oferta a que vem determinando os movimentos dos preços. Enquanto os principais exportadores da região do Mar Negro definem as perdas registradas pelas últimas geadas, nos EUA se aguardam também as correções para a produtividade no Kansas, afetada por seca há algumas semanas.






