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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Larissa Barboza Alvarez
Júlia Viana
 
SOJA, FARELO, ÓLEO, MILHO, TRIGO: BAIXA
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa, Ásia: baixa

Os principais índices futuros de Wall Street iniciam negativos a quarta-feira (dia 29). O recuo se deve à apreensão dos investidores na prévia de importantes dados que avaliam o desempenho econômico dos Estados Unidos, que devem ser divulgados nos próximos dias. Na agenda de hoje está prevista a publicação do Livro Bege, que apresenta a conjuntura macroeconômica do país, acompanhado de comentários de integrantes do Federal Reserve (FED), que podem indicar os rumos para a condução da política monetária nos próximos meses. Para a semana, ainda se espera os dados do PIB na quinta (dia 30) e o Índice de Preço de Consumo Pessoal (PCE, para a sigla em inglês), na sexta (dia 31). 

Na região da Ásia-Pacífico, os índices futuros dos mercados acompanham as tendências de queda em Wall Street, com a atenção dos investidores voltada para os dados estadunidenses. Na Europa, os índices futuros também recuam pelos mesmos motivos.  

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) também abriu as operações da quarta-feira em queda. No cenário nacional, destaca-se a aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto de taxação de 20% para importações de até US$ 50, o projeto tramitava há mais de um ano e agora segue para apuração do Senado. A medida tem intuito de incentivar e aquecer as atividades no mercado interno. Além disso, os agentes do mercado acompanham a divulgação dos dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) no dia de hoje, que deve trazer dados à respeito do mercado de trabalho brasileiro. 

Soja em baixa

Resultados baixistas para o complexo de soja no último pregão noturno (dia 29).

A queda, principalmente para os grãos, se viu influenciada por notícias otimistas com a demanda nos EUA, além uma maior movimentação nas vendas de posições líquidas em fundos desde ontem. As inspeções na exportações aumentaram, na semana que foi até o 23 de maio, para 212 mil toneladas, acima das 192 mil toneladas na semana retrasada.

Sobre os avanços do plantio da soja nos EUA, o Departamento de Agricultura (USDA), informou que 68% da área esperada no país já foi plantada, acima da média dos cinco últimos anos que foi de 63%, gerando uma expectativa positiva para a safra 2024/25 e pressionando também os preços. Acompanhe a Safra nos EUA aqui.

Milho em baixa

Os resultados negativos para o milho repetem os fundamentos baixistas da soja. 

Como se espera uma possível maior área plantada de milho para a safra 24/25, e o USDA indicou que 83% já foram plantados, também acima da média dos cinco últimos anos de 82%, isso acabou puxando os preços para baixo. Além disso, a abundante produção esperada desde a América do Sul também sustenta as perspectivas para uma oferta folgada, apesar das perdas estimadas na Argentina e da seca registada no Brasil.

Trigo em baixa

Baixas registradas no trigo após várias sessões de alta são consideradas um ajuste, mas os preços se mantêm perto do máximo dos dez últimos meses. 

Enquanto o mercado ajusta valores nos EUA, na Rússia vão se consolidando as estimativas para a próxima safra. A União Russa de Cereais indicou que 1,5 milhão de hectares foram danificados pelas geadas, mas que esse valor poderá sofrer ajustes e poderia ir até 2 milhões de hectares. Assim, alguns agentes do mercado estão diminuindo para perto das 82 milhões de toneladas a produção da próxima safra, lembrando que, no último relatório de oferta e demanda, o USDA indicou uma produção de 91,50 milhões de toneladas. As últimas estimativas do WASDE-USDA podem ser encontradas aqui

TABELAS E INDICADORES
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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