Sem direção única nos EUA, os índices futuros das ações operam mistos nesta quinta-feira (dia 06). Desta forma, o mercado continua mais cauteloso antes da divulgação dos dados das folhas de pagamento não-agrícolas (payroll) de maio. O destaque do dia foi para a valorização da Nvidia, que ultrapassou os US$ 3 trilhões. A empresa, líder mundial na fabricação de chips, se tornou a primeira do setor a atingir essa marca, passando a valer, inclusive, mais que a Apple, outra empresa emblemática para o setor tecnológico nos EUA, e mostrando assim as apostas do mercado para os avanços com a implementação da inteligência artificial.
Se bem na Europa os resultados são também mistos, a maioria apresenta alta, com o índice regional Stoxx 600 perto de atingir um novo recorde. Os mercados europeus acreditavam que o Banco Central Europeu (BCE) cortaria hoje a taxa de juros, pela primeira vez desde setembro de 2019. E assim foi, após a reunião do diretório, foi indicado que o BCE decidiu reduzir os juros em 0,25 p.p., o que baixou a taxa para 4,25% ao ano. Os destaque do dia são as subidas dos setores tecnológico e de telecomunicações. Aproveitando esse impulso, algumas ações na região da Ásia e Pacífico também sobem, com a esperança de que o caminho seguido pelas autoridades monetárias possa influenciar também as futuras decisões do Fed nos EUA, aumentando assim o estímulos a novos investimentos nos mercados asiáticos.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abriu o dia em baixa. Com ações do setor petrolífero puxando o índice para baixo, o mercado avalia as implicações da mudança na MP sobre PIS/Cofins nos setores afetados. Publicada em 4 de junho de 2024, a Medida Provisória 1.227 proíbe a utilização de créditos de PIS/Cofins para pagamento de débitos das próprias empresas de outros tributos federais. Desta forma, setores afetados como da agroindústria e dos combustíveis vem analisando com maior detalhamento as implicações desta nova medida.
Por segundo pregão noturno consecutivo, os preços do complexo da soja voltaram a apresentar altas hoje (dia 06).
Continuam pesando nos sentimentos do mercado as reduções feitas para o Brasil, o que movimentou também as posições líquidas vendidas de investidores institucionais. Pelo lado da demanda, a atualização semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), indicou que as vendas líquidas de exportações estadunidenses caíram, 43% em relação à semana anterior no caso dos grãos, e 6% no caso do farelo. Pelo lado do óleo, o recuo foi de 42% em relação à semana anterior, mostrando assim uma nova perda de fôlego nas vendas para o exterior do complexo da soja estadunidense.
Preços do milho também se recuperam, após um começo de semana instável.
Entre um dos principais fundamentos altistas, se encontra o fato de investidores que anteriormente tinham vendido posições líquidas de milho, terem voltado a adquiri-las, apostando por uma nova alta para os valores do cereal no futuro.
Pelo lado da indústria de etanol nos EUA, foi informado que a produção atingiu a maior alta dos dois últimos meses. Segundo a EIA (Energy Information Administration), até o final de maio, a produção atingiu a média de 1,07 milhão de barris por dia. No Centro Oeste, principal região produtora, foi atingida a marca de 1,012 milhão de barris por dia, acima dos 1,007 milhão registrados na semana anterior.
Preços do trigo se recuperam nos EUA.
Após ter caído no início das negociações para o menor nível das últimas quatro semanas, os valores se recuperaram até o fechamento do pregão noturno nas bolsas estadunidenses. Se bem as preocupações sobre o Mar Negro persistem, o início da colheita nos EUA passou a pressionar igualmente os preços, uma vez que se espera um bom resultado para a produção local, apesar da seca ter afetado a produtividade em certas regiões do Kansas, principal estado produtor.






