Em Nova York, os principais índices futuros das ações iniciaram a quarta-feira (dia 12) em alta, em um momento em que os investidores seguem de perto a divulgação da inflação do consumidor (CPI) dos Estados Unidos e, principalmente, a decisão da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed). A aposta do mercado é de que a taxa de juros se mantenha no intervalo de 5,25% e 5,5%. Por outro lado, é aguardada também com certa apreensão a mensagem do Resumo das Projeções Econômicas do Fed, não no sentido de que possa haver um aumento das taxas de juros, mas de que, talvez, o aguardado início de um ciclo de cortes demore mais que o esperado.
Por sua vez, os mercados asiáticos operam sem direção única. A movimentação incerta entre os principais índices da região é motivada por dados da inflação na China e pela expectativa relacionada à decisão sobre a condução da política monetária nos EUA. Na Europa, os mercados operam, majoritariamente, com ganhos. Os investidores processam dados do Reino Unido, que apontam como estável o crescimento econômico de abril e um Produto Interno Bruto (PIB) que, apesar de alinhado com as expectativas, ficou abaixo dos 0,4% de expansão em março.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou as atividades de hoje em queda. Os números refletem as expectativas dos investidores quanto à decisão sobre a taxa de juros do Fed. Paralelamente, a agenda do dia guarda a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, apresentada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é de que os resultados demonstrem alta de 0,2% em comparação com o mês anterior.
Novo pregão noturno (dia 12) com resultados mistos para o complexo da soja, onde os grãos e o óleo operam positivamente, enquanto o farelo avançou para contratos de julho, mas recuou para os valores negociados de setembro.
Aguardando o relatório de oferta e demanda (WASDE), que será divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os investidores operam sem direção definida. Para o caso dos grãos, será seguido de perto a atualização dos níveis de estoque mundiais e, principalmente, no mercado estadunidense.
Mantendo a tendência observada ontem, os preços do milho continuam com leves avanços.
Se bem uma maior subida nos valores do milho foi limitada por um início promissor da nova safra estadunidense, porém, o fortalecimento das cotações internacionais do petróleo, que possuem alta correlação com o valor dos biocombustíveis, ainda sustenta as operações em terreno positivo no cereal. Maiores detalhes podem ser encontrados no Diário de Petróleo.
Em baixa no último pregão noturno (dia 12), os preços do trigo podem perder os ganhos conseguidos no fechamento de ontem (dia 11).
O relatório de junho do USDA é aguardado com altas expectativas dados os acontecimentos nas últimas semanas, principalmente no mercado do trigo, com os possíveis cortes tanto para a produção russa, como para as importações dos principais compradores.
Foi noticiado que, o Ministério de Agricultura da Rússia se reuniu com exportadores de grãos, e as conclusões do encontro indicaram que a interrupção das importações turcas não impactaria tão negativamente o potencial de exportações do trigo. Se bem é uma perda que movimentou os mercados internacionais e a logística interna, o governo indicou que ainda espera que as exportações de grãos mantenham um bom nível com foco nos envios para o Oriente próximo, assim como para o Norte da África. Além disso, é planejado também continuar fortalecendo o relacionamento com importantes mercados como a China e a Índia.






