Em Wall Street, o início da sexta-feira (dia 14) é marcado por um movimento baixista entre os principais índices futuros de ações que operam na bolsa. Os investidores não se animaram tanto após o índice de preços ao produtor de maio (PPI) apontar uma queda nos preços, e continuaram a refletir a manutenção da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed), na quarta-feira (dia 12), acompanhada de uma redução nas expectativas de cortes na taxa ao longo deste ano. Para a agenda de hoje, os investidores estão atentos aos dados da confiança do consumidor em junho.
Na região da Ásia e Pacífico, os principais índices futuros operam sem direção única. O destaque vai para a decisão do Banco Central do Japão (BoJ) em manter estável a taxa de juros do país e ainda deu indícios de que pode reduzir o volume de compras de títulos do governo japonês, para o próximo encontro. Os mercados europeus, por sua vez, operam em queda forte e generalizada. A motivação por trás dos números é a divulgação de dados da balança comercial da zona do euro, nesta sexta-feira. Na França, partidos políticos se organizam para conquistar mais espaço, diante da antecipação das eleições parlamentares no país.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou as atividades do dia em alta. No cenário nacional, o ministro da economia, Fernando Haddad, tem reunião fechada com os principais banqueiros do país. A ação ocorre após vazamento de informações que apontaram uma pretensão do governo de propor mudanças ao arcabouço fiscal.
O último pregão noturno da semana começou (dia 14) com recuos para o complexo da soja em Chicago.
Apesar das perspectivas otimistas conseguidas ontem, em relação a uma menor oferta frente a uma maior demanda diante do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), uma valorização do dólar estadunidense hoje acabou pressionando os valores negociados. Após uma desvalorização do euro, causada principalmente pela crise política na França, os preços dos grãos estadunidenses perderam competitividade.
Desta forma, as atenções estarão agora voltadas para a divulgação, na próxima segunda-feira (dia 17), das estimativas de esmagamento de soja nos EUA que serão divulgadas pelo National Oilseed Processors Association (NOPA).
Apesar das baixas nos preços, as perdas foram inferiores aos avanços conseguidos nos últimos dias.
Além de repetir os fundamentos macroeconômicos da soja, a baixa do milho foi também incentivada pelas boas expectativas climáticas para o final de semana. Foi anunciado que temperaturas quentes, após dias de chuvas, favorecerão o desenvolvimento das plantas no Meio Oeste, fator chave no atual estágio do calendário produtivo. Lembrando que, 95% do milho se encontra plantado, como pode ser seguido no Acompanhamento da Safra nos EUA da StoneX. Além disso, o bom avanço da colheita no Brasil, que se encontra em níveis mais adiantados ao observado em relação à safra anterior, aliviam a pressão de oferta no balanço global do milho. As colheitas no Brasil podem ser acompanhadas aqui.
Baixas nos preços do trigo nas bolsas dos EUA também são afetadas pela desvalorização do dólar estadunidense.
Porém, apesar das diminuições, as queda foi contida pela preocupação persistente em relação à oferta. Ainda com bons níveis de comercialização nos contratos futuros ao redor de mundo, o mercado se mostra cético em relação ao tamanho real das diminuições da produção russa. Por sua vez, desde a Argentina, foi informado um bom progresso na semeadura de trigo, porém, apesar das boas expectativas que esse avanço possa gerar, a produção argentina será insuficiente para compensar as perdas russas. E, para completar os fundamentos de sustentação dos preços, notícias desde a Índia vão fortalecendo a perspectiva de que o país efetivamente precisaria importar trigo nos próximos meses, o que pressionaria ainda mais a oferta global.






