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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Larissa Barboza Alvarez
Júlia Viana
 
SOJA, FARELO, ÓLEO, MILHO: BAIXA; TRIGO: MISTO 
Mercado Externo – Estados Unidos: misto; Europa: baixa; Ásia: alta 

Nos Estados Unidos, os principais índices futuros iniciaram as operações da terça-feira (dia 25) sem direção única. O momento incerto tem sido influenciado pela Nvidia, que registrou queda de 5% na sessão anterior, mas ainda acumulando crescimento de cerca de 140% desde o início do ano, permanecendo entre os melhores desempenhos no S&P 500. Além disso, tem-se observado um movimento de desvalorização do dólar em relação às outras principais moedas do mundo. Para a agenda de hoje, espera-se a publicação dos dados de confiança do consumidor e preços de imóveis de junho, assim como o índice do Federal Reserve (Fed) de Richmond. Os investidores ainda devem acompanhar as falas de alguns dos dirigentes do Fed, que podem dar alguma pista sobre a condução da política monetária no país. 

Na região da Ásia e Pacífico, os mercados têm operado majoritariamente em alta. Os índices do Japão foram favorecidos por uma desvalorização do iene, que tem melhorado as perspectivas de lucros. As ações europeias, por outro lado, vão no sentido contrário, operando no vermelho na terça-feira (dia 25). Investidores repercutem o planejamento do Banco Central Europeu de tomar medidas corretivas, contra empresas que deixem de cumprir as metas climáticas. 

No mercado brasileiro, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia as atividades do dia em queda. Os números repercutem a divulgação da Ata do Copom e as expectativas sobre falas do Diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo. O documento avalia a necessidade de uma postura cautelosa da parte dos países emergentes, diante de ambiente externo mais adverso com incerteza sobre a flexibilização da política monetária nos Estados Unidos.       

Soja em baixa

Com baixas, principalmente para os grãos, o último pregão noturno (dia 25) foi negativo para o complexo da soja.  

Apesar do mercado climático estar no centro das atenções, após temperaturas acima da média serem registradas nas principais regiões produtoras, foi registrado um forte aumento nas posições vendidas líquidas em futuros de Chicago. Especuladores se apoiaram no bom começo do desenvolvimento da safra, e, apesar da Secretaria de Agricultura dos EUA (USDA) ter diminuído as condições de plantio ontem, o nível continua 16% melhor do que no observado no mesmo período do ano passado. O acompanhamento da safra nos EUA mostra maiores detalhes.

Milho em baixa

Segundo pregão noturno consecutivo de baixas para o milho. 

Assim, o milho repetiu as vendas líquidas vistas na soja, com o diferencial de que os contratos para dezembro atingiram novas mínimas anuais, com especuladores apostando por um preço mais baixo. Pelo lado produtivo, temperaturas de extremo calor foram registradas no Cinturão do Milho, localizado no Meio Oeste, atingindo os “três dígitos” em Fahrenheit, com valores entre 105 e 109 (entre 40,5 e 42,7 graus Celsius). Para hoje, a previsão é similar segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA. Já para o final de semana, a agência alertou sobre um possível aumento de até 112 graus Fahrenheit (44,4 graus Celsius), o que eleva o alerta para os produtores, já que temperaturas extremas com as atuais condições de umidade no solo poderiam proliferar doenças nos cultivos em crescimento.   

Trigo misto

O preços do trigo continuam iguais ao observado ontem, com baixas em Chicago e Kansas, mas altas em Minneapolis. 

A aposta maioritária dos investidores em baixas nos preços dos grãos atingiu também o trigo, que viu um aumento de posições líquidas vendidas em Chicago. Além do trigo de inverno estar registrando uma colheita acima da média, com 40% terminado, afrente dos 21% do ano passado, as apostas também esperam que o trigo de primavera registre um bom rendimento, uma vez que o USDA atualizou ontem que 71% da produção está em condições boas ou excelentes, acima dos 50% registrados na mesma época da safra anterior. 

TABELAS E INDICADORES
image 96446
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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