Nos Estados Unidos, os principais índices futuros iniciaram as operações da terça-feira (dia 25) sem direção única. O momento incerto tem sido influenciado pela Nvidia, que registrou queda de 5% na sessão anterior, mas ainda acumulando crescimento de cerca de 140% desde o início do ano, permanecendo entre os melhores desempenhos no S&P 500. Além disso, tem-se observado um movimento de desvalorização do dólar em relação às outras principais moedas do mundo. Para a agenda de hoje, espera-se a publicação dos dados de confiança do consumidor e preços de imóveis de junho, assim como o índice do Federal Reserve (Fed) de Richmond. Os investidores ainda devem acompanhar as falas de alguns dos dirigentes do Fed, que podem dar alguma pista sobre a condução da política monetária no país.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados têm operado majoritariamente em alta. Os índices do Japão foram favorecidos por uma desvalorização do iene, que tem melhorado as perspectivas de lucros. As ações europeias, por outro lado, vão no sentido contrário, operando no vermelho na terça-feira (dia 25). Investidores repercutem o planejamento do Banco Central Europeu de tomar medidas corretivas, contra empresas que deixem de cumprir as metas climáticas.
No mercado brasileiro, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia as atividades do dia em queda. Os números repercutem a divulgação da Ata do Copom e as expectativas sobre falas do Diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo. O documento avalia a necessidade de uma postura cautelosa da parte dos países emergentes, diante de ambiente externo mais adverso com incerteza sobre a flexibilização da política monetária nos Estados Unidos.
Com baixas, principalmente para os grãos, o último pregão noturno (dia 25) foi negativo para o complexo da soja.
Apesar do mercado climático estar no centro das atenções, após temperaturas acima da média serem registradas nas principais regiões produtoras, foi registrado um forte aumento nas posições vendidas líquidas em futuros de Chicago. Especuladores se apoiaram no bom começo do desenvolvimento da safra, e, apesar da Secretaria de Agricultura dos EUA (USDA) ter diminuído as condições de plantio ontem, o nível continua 16% melhor do que no observado no mesmo período do ano passado. O acompanhamento da safra nos EUA mostra maiores detalhes.
Segundo pregão noturno consecutivo de baixas para o milho.
Assim, o milho repetiu as vendas líquidas vistas na soja, com o diferencial de que os contratos para dezembro atingiram novas mínimas anuais, com especuladores apostando por um preço mais baixo. Pelo lado produtivo, temperaturas de extremo calor foram registradas no Cinturão do Milho, localizado no Meio Oeste, atingindo os “três dígitos” em Fahrenheit, com valores entre 105 e 109 (entre 40,5 e 42,7 graus Celsius). Para hoje, a previsão é similar segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA. Já para o final de semana, a agência alertou sobre um possível aumento de até 112 graus Fahrenheit (44,4 graus Celsius), o que eleva o alerta para os produtores, já que temperaturas extremas com as atuais condições de umidade no solo poderiam proliferar doenças nos cultivos em crescimento.
O preços do trigo continuam iguais ao observado ontem, com baixas em Chicago e Kansas, mas altas em Minneapolis.
A aposta maioritária dos investidores em baixas nos preços dos grãos atingiu também o trigo, que viu um aumento de posições líquidas vendidas em Chicago. Além do trigo de inverno estar registrando uma colheita acima da média, com 40% terminado, afrente dos 21% do ano passado, as apostas também esperam que o trigo de primavera registre um bom rendimento, uma vez que o USDA atualizou ontem que 71% da produção está em condições boas ou excelentes, acima dos 50% registrados na mesma época da safra anterior.






