Em Wall Street, os principais índices futuros mantêm a tendência de operação mista dos últimos dias, na quarta-feira (dia 26). O dia anterior (dia 25) foi marcado por uma recuperação das ações ligadas ao ramo de inteligência artificial, com recuperação de 7% da Nvidia, após dias seguidos em baixa. Além disso, a diretora do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, teceu comentários a respeito das perspectivas de cortes na taxa de juros dos Estados Unidos, ela diz não acreditar numa redução para os “anos futuros”. A fala repercutiu entre os mercados internacionais, com uma valorização do dólar em relação às principais moedas internacionais.
Na região da Ásia e Pacífico, os principais índices futuros operam em alta. A recuperação das ações do setor de tecnologia influenciara positivamente o desempenho das empresas de semicondutores locais, que também vinha de resultados negativos. Na Europa, por sua vez, os principais índices futuros operam sem direção única, influenciados pelo bom desempenho das ações globais de chips e atentos aos sinais sobre a política monetária do bloco econômico. As expectativas dos investidores parecem estar alinhadas com o Banco Central Europeu (BCE), projetando cerca de dois novos cortes na taxa de juros até o fim do ano, conforme o membro do Conselho do BCE, Olli Rehn, após observar a inflação se estabilizando na meta.
No caso do mercado brasileiro, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou o dia em alta, mas logo virou para queda, com o dólar comercial sendo negociado no patamar de R$ 5,49. No Brasil, investidores ainda repercutem os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que registrou aumento de 0,39% em junho, ampliando a alta de 0,44% no índice referente ao mês anterior.
Resultados diferentes para o complexo da soja no último pregão noturno (dia 26). Os contratos futuros para os grãos operaram em alta para os vencimentos em julho, mas apresentaram quedas para os valores de setembro. Já o farelo apresentou resultados similares, enquanto o óleo teve leve recuperação.
Entre as causas das subidas, está a preocupação pelos estragos que enchentes em regiões produtivas possam ter causado. As chuvas anunciadas ontem pelo Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA chegaram no Meio Oeste, e continuarão se estendendo hoje, principalmente pelos estados de Missouri e Kansas, assim como também foram registradas tempestades em Arkansas.
No caso do óleo, as altas correspondem a correções do mercado, após os dois primeiros pregões noturno da semana terem apresentado baixas, como indica hoje o Diário de Óleos Vegetais.
Preços conseguem leve recuperação para os contratos futuros de julho e agosto, e se mantiveram estáveis para setembro.
Como o milho compartilha a maioria dos estados produtivos com a soja, os fundamentos climáticos são os mesmos hoje. Além das alertas de inundações emitidas ao longo do rio Missouri, também houve avisos para o trecho rio Mississippi ao longo da fronteira entre Iowa e Illinois. Desta forma, as altas temperaturas esperadas para o final de semana próximo poderiam potenciar a proliferação de doenças nas lavouras.
Repetindo as tendências pelo terceiro pregão noturno consecutivo, foram registradas baixas em Chicago e Kansas, mas altas em Minneapolis.
Sem mudanças nos fundamentos dos EUA, as atualizações dos dias chegaram desde a União Europeia, que divulgou uma atualização do relatório MARS (Monitoring Agricultural ResourceS). Foram registradas chuvas excessivas que impactaram o desenvolvimento das safras atuais e atrasaram a semeadura das safras de verão, em países como Bélgica, Países Baixos, Alemanha, França e Itália. Já na Espanha, onde as expectativas continuam boas, ondas de calor impactaram as condições da safra de inverno em algumas regiões na parte oriental do país. Desta forma, o documento deste mês da Comissão Europeia reduziu em 1 p.p. a produtividade esperada para o trigo comum na União Europeia, que seria de 5,9 ton/ha.






