Em Wall Street, os principais índices futuros operam em alta no início desta sexta-feira (dia 28). Todas as atenções estão voltadas para a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), o principal indicador de inflação utilizado pelo Federal Reserve (Fed). Um PCE elevado poderia reduzir ainda mais as expectativas de que haja um ciclo de cortes na taxa de juros neste ano, no entanto, para o caso de um PCE mais baixo, deveria haver um certo alívio entre os mercados para o próximo mês. O que se observou foi um PCE estável, em linha com a expectativa, em 2,6%, redução de 0,2% em relação ao índice de abril. No campo político, o debate entre os presidenciáveis, Joe Biden e Donald Trump, acendeu um alerta no partido Democrata, após desempenho vacilante do atual presidente.
Na região da Ásia e Pacífico, as principais bolsas operam sem direção única, após encerrarem o dia anterior no vermelho. Os investidores locais seguem aguardando os dados sobre a inflação estadunidense, que podem impactar a taxa básica de juros no país norte-americano. Entre os mercados europeus, as atividades também seguem mistas. Na França, os índices operam em baixa, na prévia das eleições parlamentares, marcadas para o fim de semana.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) opera em queda na abertura dos mercados de sexta-feira. O último pregão do primeiro semestre deve ser marcado por repercussões ao PCE dos Estados Unidos e às novas falas do presidente Lula e dos dirigentes do Banco Central.
Repetindo os resultados de ontem, os preços dos grãos e do óleo de soja subiram no último pregão noturno (dia 27) da semana, enquanto os valores do farelo recuaram novamente.
Com os investidores se posicionando antes do relatório trimestral de estoques do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Apesar de um possível aumento da soja estocada pela queda nas exportações, existe também hoje uma preocupação pela safra atual. As altas temperaturas registradas e esperadas no Meio Oeste, poderiam afetar principalmente os estados de Oklahoma, Kansas e Texas.
Com direções diferentes, somente os contratos futuros de julho apresentaram alta hoje em Chicago.
Tanto a alta como as baixas para os contratos futuros de setembro e dezembro tiveram pouca variação, mostrando que, para o caso do milho, os investidores decidiram arriscar menos antes da atualização do USDA. O mercado espera que os estoques aumentem 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Altas em Chicago, pouca variação positiva em Kansas e resultados mistos em Minneapolis hoje.
O mercado já aguarda que o fechamento em junho seja a maior baixa para o trigo desde 2022. Até o momento, os valores negociados já caíram 15%. A recuperação de ontem foi insuficiente para frear uma nova queda, pressionada não somente pelos bons resultados nos EUA, mas também pelas boas expectativas desde a Argentina. Outro fundamento de baixa foi a atualização das condições do trigo de primavera no Canadá, cuja classificação semanal indicou que 86% da produção se encontrava em condições boas ou excelentes, o melhor resultado desde 2016.






