Em Nova York, os principais índices futuros iniciaram as operações da segunda-feira (dia 01) em alta, reduzindo as perdas da última sexta-feira (dia 28). Ao longo da sexta-feira, os investidores repercutiram a divulgação do índice de inflação ao consumo (PCE), que veio dentro do esperado e tomado como positivo entre os agentes que operam o mercado. No entanto, analistas não acreditam que o resultado é suficiente para favorecer uma decisão por corte de gastos do Federal Reserve (Fed). A primeira semana do segundo semestre será encurtada pelo feriado de 4 de julho, em Wall Street, mas os investidores estão atentos ao relatório de empregos (payroll) do mês de junho, que deve ser divulgado na sexta-feira (dia 05).
Os mercados asiáticos seguem a mesma tendência altista, após dados positivos sobre a atividade empresarial da China e do Japão. Na Europa, os resultados positivos entre os principais índices futuros se devem às especulações de que o partido de extrema direita terá dificuldades para adquirir uma bancada majoritária no parlamento francês. As especulações geram alívio entre as autoridades, afastando os riscos de uma mudança política radical na segunda maior economia europeia. Agora, as atenções se voltam ao segundo turno, marcado para acontecer no domingo, próximo dia 07.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou as atividades em alta no primeiro pregão do mês de julho. O destaque no boletim Focus de hoje é a projeção de uma inflação para 2024 em 4%, pouco maior que a projetada na semana anterior, em 3,98%. Investidores estão atentos às falas do presidente Lula, bem como à participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em evento promovido pelo Banco Central Europeu, em Lisboa. Por fim, devem continuar de olho nas oscilações do dólar, que fechou a última sexta-feira (dia 28) com alta de 1,50%, sendo cotado em 5,5907 reais.
O primeiro pregão noturno de julho (dia 01) apresentou resultados mistos para a soja, com grãos e farelo sem direção definida, e o óleo em leve alta.
O mercado continua repercutindo a última atualização de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Na sexta-feira passada (dia 28), a instituição indicou que 34,84 milhões de hectares de soja estavam plantados, abaixo das 35,11 milhões de toneladas estimadas pelo mercado.
No que tange aos estoques trimestrais, o USDA indicou que 26,40 milhões de toneladas de soja se encontram disponíveis, levemente acima dos 26,18 milhões de toneladas projetados pelas estimativas de mercado. Um comentário repetido entre os investidores e analistas foi que, historicamente, essa atualização costumava ser más volátil, e que, neste ano, a distância ou diferença não representou grandes surpresas.
Um tema bastante comentado no final da semana passada foi a maior diferença nas intenções de voto para o futuro presidente dos EUA, após o último debate. Uma das principais repercussões veio da China, onde começa a ser observada uma maior movimentação para compras de soja já desde o mês de julho, diante das preocupações de que no final do ano possa haver novas tensões comerciais.
Recuos nos preços do milho, principalmente para os contratos futuros de setembro.
Diferentemente do que aconteceu com a soja, o relatório do USDA ficou acima do projetado pelo mercado em área plantada, registrando-se 37,02 milhões de hectares desde a instituição estadunidense, frente aos 36,57 milhões de hectares estimados pelo mercado. O mesmo aconteceu com a posição dos estoques trimestrais, onde se esperavam 123,78 milhões de toneladas, porém o USDA acabou indicando 126,83 milhões de toneladas. Desta forma, as boas perspectivas produtivas, somadas a estoques maiores ao esperado, pressionam hoje os valores negociados. Acesse a Posição Trimestral dos Estoques e Área Plantada nos EUA aqui.
Resultados mistos nas bolsas estadunidenses neste começo de semana, com Chicago e Kansas avançando nos contratos futuros de julho, mas recuando nos preços de setembro e dezembro.
Sem mudanças nos fundamentos do trigo nos EUA, o mercado também repercute os resultados do USDA, que indicou maiores estoques frente ao aguardado pelas estimativas. Já desde a região do Mar Negro, foi informado que altas temperaturas estão retornando ao cinturão de grãos russo, principalmente no Vale do Volga, o que poderia prejudicar o trigo de primavera.






