Os principais índices futuros de Wall Street iniciaram a terça-feira (dia 02) em queda, na prévia do relatório Jolts, que deve lançar ao mercado dados sobre vagas de empregos nos Estados Unidos. No pregão anterior, o fechamento foi altista devido ao volume de compras por parte dos investidores. No entanto, analistas observam um movimento de pouca diversidade entre as compras, de modo que poucas empresas têm concentrado uma grande parcela do mercado de ações. Para a agenda de hoje, espera-se que as falas do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, em sua participação de um fórum organizado pelo Banco Central Europeu (BCE), possa dar dicas sobre a condução da política monetária estadunidense nos próximos meses.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados operam sem direção única, mas com altas em mercados como Japão e Hong Kong. Os resultados positivos em Hong Kong foram motivados por um rali nas ações de empresas do ramo de automóveis elétricos e imóveis, no caso japonês, o impulso foi dado por empresas do setor financeiro, com perspectivas de taxas de juros mais altas. Os mercados europeus, por sua vez, têm suas atividades majoritariamente em baixa. O ritmo negativo vem em decorrência de sinalizações de que são necessárias mais evidências de um arrefecimento nas pressões inflacionárias, para que haja nova rodada de cortes na taxa de juros do bloco econômico.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia as operações do dia com perdas. Falas do presidente Lula em visita ao Nordeste repercutem entre os investidores. Além disso, há atenção especial às cotações do dólar comercial, que atingiu um pico de R$5,657 e alta robusta de 1,15% no acumulado do dia anterior.
Recuperação para o complexo da soja no último pregão noturno de julho (dia 02), principalmente para os grãos.
Após a atualização dos estoques ter deixado o mercado com tendências mistas, o mercado climático voltou a exercer pressão, uma vez que temperaturas mais elevadas, principalmente no Meio Oeste, ameaçam com afetar a produtividade esperada.
Recuperação para o milho nesta terça-feira, após ter começado a semana em baixa.
Após os estoques elevados terem pressionado os preços desde o final da semana passada, em sentido contrário, os impactos climáticos na safra começaram a contrabalançar as expectativas a atualização semanal das estatísticas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), publicadas ontem. Sendo assim, foi indicado que o milho em condições boas ou excelentes em solo estadunidense caiu 2% em relação com a semana passada, situando-se em 67%. O acompanhamento da safra nos EUA pode ser acessado aqui.
Preços recuam em todas as bolsas estadunidenses.
Com mais de 54% do trigo de inverno dos EUA já nos silos, a colheita está mais avançada que no ano anterior, onde nesta mesma época do ano estava somente em 33%, segundo o USDA. Além disso, os preços na região do Mar Negro voltaram a cair, pressionando consequentemente os valores negociados.






