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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura

 
Larissa Barboza Alvarez
Júlia Viana

 

SOJA, FARELO, ÓLEO, MILHO, TRIGO: BAIXA 

 

Mercado Externo – Estados Unidos: alta; Ásia: misto; Europa: baixa

Em Wall Street, os principais índices futuros operam em alta nesta segunda-feira (dia 15). No momento, os investidores repercutem a tentativa de assassinato do ex-presidente dos Estados Unidos e candidato pelo Partido Republicano, Donald Trump, durante comício no último sábado (dia 13) e aumentam as apostas para sua vitória. No âmbito econômico, estão previstas falas do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que podem indicar os rumos adotados para a política monetária do país nos próximos períodos. Por outro lado, os investidores seguem atentos à divulgação dos demonstrativos financeiros por importantes bancos estadunidenses nos dias seguintes. A lista completa dos indicadores econômicos que devem repercutir ao longo da semana que se inicia hoje (de 15/07 a 19/07/2024) pode ser conferida clicando aqui

Na região da Ásia e Pacífico, as bolsas operam de forma mista na abertura da semana. O foco entre os investidores são os dados do PIB da China no segundo trimestre, que foram avaliados como mais fracos que o esperado. Paralelamente, o Partido Comunista Chinês deu início ao Terceiro Plenário, reunião que deve se estender ao longo da semana e que se espera o anúncio de novos estímulos econômicos e políticas para o país. Entre os mercados europeus, a tendência é de queda, em momento de apreensão dos investidores diante das tensões que envolvem as eleições presidenciais dos Estados Unidos. 

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia as atividades da segunda-feira (dia 15) em queda, após uma sequência de dez sessões com ganhos consecutivos. Por outro lado, o boletim Focus de hoje apontou uma queda na projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2024, que está agora em 4,00%.  

 

Soja em baixa

O primeiro pregão noturno da semana (dia 15) foi de fortes recuos para o complexo da soja, que no caso dos grãos atingiu os níveis mais baixos desde 2020.

Os sentimentos baixistas repercutem o relatório de oferta e demanda (WASDE) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), publicado na sexta-feira passada. Se bem leves ajustes para baixo foram realizados, o balanço mundial ainda indica uma oferta maior do que demanda, com uma produção de 395,41 milhões de toneladas, para e um consumo estimado em 382,50 milhões de toneladas para a safra 2023/24. Já para a próxima safra 2024/25, a produção estimada é de 421,85 milhões de toneladas, frente aos 401,54 milhões de toneladas de consumo. Outro fator de pressão nos preços foram os maiores níveis de estoques finais indicados, que cresceram 0,2% em relação ao relatório do mês anterior, ficando em um nível de 111,25 milhões de toneladas para a safra 2023/24, e, por sua vez, em 127,76 milhões de toneladas para a safra 2024/25. Acesse o Relatório de O&D do USDA aqui

 

Milho em baixa

Valores negociados para o cereal igualmente caíram.

Com maiores níveis nas suas posições líquidas vendidas, foi visto que investidores estão apostando por baixas no milho em Chicago. O movimento que já vinha acontecendo na semana passada, foi reforçado pelo relatório de oferta e demanda do USDA, que anunciou uma oferta mundial maior do que a demanda, assim como um aumento nos estoques finais para a próxima safra 2024/25. Para hoje, se aguarda a atualização das condições de safra, após alguns eventos climáticos decorrentes do furação Beryl terem atingido algumas regiões produtivas. 

 

Trigo em baixa

Baixas nas bolsas estadunidenses repercutem atualizações internas e externas.

Por um lado, uma boa safra estadunidense esperada, e, por outro, baixas nos preços russos marcam o começo desta semana.

Sendo assim, o USDA ajustou para cima a produção de trigo dos EUA, que passou de 51,03 para 54,65 milhões de toneladas. Para a Rússia, a instituição estadunidense não fez modificações, deixando ainda a produção em 83 milhões de toneladas. Mas, por lá, agências locais esperam um resultado de 84,1 milhões de toneladas, o que começou a exercer pressão de baixa nos preços negociados no Mar Negro.

 

TABELAS E INDICADORES

image 97389

Fonte: StoneX cmdtyView.

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 Fonte: StoneX cmdtyView. Diferença calculada em relação ao dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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