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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura

 
Larissa Barboza Alvarez
Júlia Viana

 

TRIGO: MISTO; SOJA, FARELO, ÓLEO, MILHO: BAIXA

 

Mercado Externo – Estados Unidos, Europa: alta; Ásia: misto

Em Wall Street, os principais índices futuros operam em alta na manhã desta sexta-feira (dia 26), recuperando-se das fortes quedas ao longo da semana. Os investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços para Gatos de Consumo Pessoal (PCE, para a sigla em inglês). O indicador deve apontar as características da inflação no país. Espera-se, de acordo com consenso LSEG, que o índice venha próximo de 0,10%, o que não alteraria o nível da inflação acumulada, calculado em 2,5% nos últimos 12 meses. O dado é muito aguardado, pois trata-se do último antes da reunião do Federal Reserve (Fed), marcada para a próxima semana, que deve definir os rumos para a política monetária estadunidense. 

Entre os mercados asiáticos e da região do pacífico, os principais índices futuros operam sem direção única. As tendências de queda foram reforçadas entre as bolsas japonesas, devido à perspectiva de maior aperto monetário no país. No caso das bolsas europeias, o sentimento otimista relacionado à temporada de divulgação dos balanços trimestrais e a interrupção momentânea da liquidação global de ações, especialmente do setor de tecnologia e inteligência artificial, faz com que os índices avancem, em sua maioria.

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia as atividades da sexta-feira (dia 26) com alta, reduzindo as perdas acumuladas ao longo da semana. Com relação à cotação do dólar comercial, foram registradas quedas no fechamento anterior e na abertura de hoje, mas a divisa ainda se encontra avaliada em patamares elevados historicamente, cotado a R$ 5,621. Uma depreciação na taxa de câmbio brasileira torna as exportações do país mais baratas e, portanto, mais competitivas, no entanto, atua de modo contrário quanto às importações, que se tornam mais caras e tem efeito altista sobre o índice de inflação. 

 

Soja em baixa

Recuos para o complexo da soja no último pregão noturno da semana (dia 26). 

Se bem o mercado climático pode surpreender, principalmente em agosto, que é considerado o mês mais importante para o desenvolvimento da soja nos EUA, até o momento as boas condições nas lavouras continuam oferecendo mais força para os fundamentos baixistas. Outro fator que reforçou as quedas foi uma diminuição das vendas líquidas de exportações, divulgadas ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), indicando que, na última semana, houve uma baixa de 61% quando comparado com a semana anterior. 

 

Milho em baixa

Perdendo terreno com maior amplitude nas últimas negociações noturnos, a sexta-feira começou tirando do milho os ganhos que tinham sido conseguidos ontem.

As condições climáticas favoráveis na maioria do Cinturão do Milho são um dos principais fatores baixistas atuais, que hoje agrega menores vendas por exportações realizadas na última semana. Segundo a atualização do USDA publicada ontem, as vendas líquidas na semana finalizada no dia 18 de julho foram de 331 mil toneladas, indicando uma queda semanal de 24%, e ficando também 29% abaixo em relação à média dos três últimos anos. As atualizações das exportações de grãos nos EUA pode ser vista aqui. 

 

Trigo misto

Se bem os preços do trigo abriram em alta, acabaram recuando até o fechamento em Chicago e no Kansas, mas se mantiveram positivos em Minneapolis. Apesar desta recuperação, ainda é esperada uma baixa semanal para o trigo nas bolsas estadunidenses, após as baixas consecutivas entre terça e quinta-feira.

Entre os fundamentos baixistas, continuam pesando as boas perspectivas para a produção estadunidense, assim como os baixos preços vistos nas negociações do Mar Negro. Por outro lado, o fundamento altista mais relevante é a baixa na produção francesa, principal produtor da União Europeia.

Nos EUA, uma excursão anual para observar a colheita em Dakota do Norte indicou que se espera o maior rendimento já registrado desde 1994 para a safra de primavera no estado, reforçando ainda mais as expectativas de uma oferta folgada no país. Ao mesmo tempo, a atualização do USDA sobre as vendas líquidas semanais de exportações mostraram que vendas para a Itália foram realizadas, mostrando que o trigo estadunidense se mostra como uma opção para suprir as faltas que o trigo francês está gerando pelo excesso de chuvas que continua afetando a produção esperada.

 

TABELAS E INDICADORES

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Fonte: StoneX cmdtyView.

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 Fonte: StoneX cmdtyView. Diferença calculada em relação ao dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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