Grãos | Chamada de Abertura
FARELO, TRIGO: MISTO; SOJA, MILHO, ÓLEO: BAIXA
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa, Ásia: alta
Os mercados acionários norte-americanos seguem estendendo altas após dados de vendas do varejo dos EUA, publicados ontem, indicarem uma economia mais aquecida do que vinha sendo esperado pelo mercado. Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego do país também recuou, diminuindo temores de um mercado de trabalho em desaquecimento e fortalecendo perspectivas de demanda na maior economia do mundo. O resultado do Walmart, publicado ontem, também demonstrou um resultado positivo, criando um direcionamento de que o varejo norte-americano não se encaminha para uma recessão severa, tranquilizando o mercado com relação a temores recessivos que pressionaram os índices em alguns momentos das últimas semanas.
Na esteira desses dados macroeconômicos, o petróleo também avançou no pregão de ontem, com o WTI se valorizando cerca de 1,5%. No mercado de energia, tensões geopolíticas no Oriente Médio também vêm fazendo preço no mercado, conforme pode ser lido no Diário de Petróleo.
Na Ásia, os mercados encerraram em alta, seguindo os direcionamentos de Wall Street. Enquanto isso, na Europa, os sentimentos também eram altistas, conforme o dado de vendas de varejo no Reino Unido voltou a registrar altas, entregando algum otimismo aos mercados.
No Brasil, um retorno dos investidores estrangeiros ao mercado de capitais vem impulsionando o Ibovespa, o que o fez atingir, momentaneamente, a máxima histórica no pregão de ontem. Os índices acionários domésticos também são favorecidos por resultados corporativos surpreendentes e pela iminência de queda dos juros nos EUA, fortalecendo a posição de ativos mais arriscados, como o mercado acionário de países em desenvolvimento, por exemplo. O mercado deve estar atento a dados acerca do ritmo da economia que devem ser publicados hoje ao longo da manhã. Na abertura, o IBOV avança, mantendo o otimismo dos últimos dias, enquanto o dólar segue recuando em comparação ao real.
Soja em baixa
O mercado da soja observou uma queda nos preços futuros do grão durante o pregão noturno. A motivação por trás dos recuos está relacionada a um aumento dos estoques globais, além das condições favoráveis aos cultivos que têm sido observadas em grande parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos. Os principais estados produtores de soja do país, Iowa e Illinois, não foram afetados pela seca até então, o que ajuda a explicar a alta produtividade esperada.
Milho em baixa
O milho também enfrenta momento de perdas, diante da perspectiva de chuvas em grandes estados produtores do grão nos EUA, fazendo com que se elevem as expectativas de produtividade no país.
Paralelamente, repercute a publicação do relatório de Vendas de Exportação dos Estados Unidos, pelo USDA na última quinta-feira (dia 15). Para ter acesso às principais informações do relatório para o mercado de grãos, clique aqui. Foram observados os menores níveis de vendas de milho desde o início deste ano de comercialização, o que contribuiu para a pressão sobre os preços do grão, observada no pregão noturno.
Trigo misto
Para o trigo, observou-se um aumento nas vendas de exportação na semana que se encerrou no dia 8 de agosto, de acordo com os dados do Departamento de Agricultura. No entanto, o que tem ditado o ritmo das negociações são os recentes desdobramentos observados no fronte de batalha no conflito entre Rússia e Ucrânia. Nesse sentido, os investidores foram às compras logo que souberam do recente ataque russo ao porto de Odessa, no sul da Ucrânia, mas venderam suas posições algumas horas depois.
Por outro lado, tem-se acompanhado o avanço da colheita do trigo de inverno no hemisfério norte, que se encontra quase concluída nos principais mercados exportadores. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da safra de primavera também é observado de perto.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: StoneX cmdtyView.
Fonte: StoneX cmdtyView. Diferença calculada em relação ao dia anterior.



