Grãos | Chamada de Abertura
SOJA, FARELO, MILHO: BAIXA; ÓLEO, TRIGO: ALTA;
Mercado Externo – Estados Unidos: alta; Europa: baixa; Ásia: misto.
Nos Estados Unidos, os mercados demonstram certa recuperação em relação ao resultado negativo obtido na semana passada. Os principais índices que operam na bolsa em Nova York apresentaram fechamento com altas confortáveis na segunda-feira (dia 09) e ampliam os ganhos na manhã desta terça-feira (dia 10). Globalmente, investidores devem se manter em compasso de espera pelo debate presidencial nos EUA e pela leitura de amanhã do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do país.
Entre os mercados asiáticos, a tendência para os principais índices futuros é mista. Um conjunto de dados vindos da China limitou os ganhos para a região, as exportações vieram acima do esperado, enquanto as importações, abaixo. Na Europa, os índices futuros também não têm direção única definida, mas seguem majoritariamente em alta, ampliando os ganhos do início da semana.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou as atividades da terça-feira (dia 10) em queda. Investidores repercutiam a leitura benigna do IPCA, que recuou de uma alta de 0,38% em julho para um recuo (deflação) de 0,02% em agosto, acumulando alta de 2,85% no ano e de 4,24% nos últimos 12 meses. Adicionalmente, houve queda mensal nos preços administrados de 0,18% e alta de 0,24% nos itens de serviços e de 0,21% no núcleo do indicador, que exclui os componentes mais voláteis de alimentação e energia. Este resultado foi influenciado pela deflação do grupo de Alimentação e Bebidas (-0,44%) e de Habitação (-0,51%) e pela estabilidade de Transportes (0,00%). Este desempenho favorável ajuda a diminuir as preocupações entre analistas de que a inflação possa voltar a se acelerar no Brasil e reduz parcialmente a pressão sobre o Banco Central para realizar novos aumentos na taxa básica de juros (Selic). A menor probabilidade de altas na Selic, por sua vez, diminui a expectativa para o diferencial de juros brasileiro e, consequentemente, prejudica a atração de investimentos estrangeiros, o que pode enfraquecer o real. Para obter maiores detalhes acerca da dinâmica do mercado de capitais global, acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Soja em baixa
As classificações de condições de safra de soja dos Estados Unidos parecem ter vindo melhores que o esperado para alguns traders. Depois da divulgação dos dados semanais pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que amenizaram as preocupações com o clima seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos, os preços futuros do grão encontraram novos motivos para queda. No entanto, as melhores perspectivas para a dinâmica futura do mercado devem ser fornecidas pelo Relatório mensal de oferta e demanda do USDA (WASDE), com data de publicação prevista para a quinta-feira (dia 12).
Milho em baixa
Iniciou-se a colheita do milho nos Estados Unidos. O aumento da oferta do grão no mercado levou a novas quedas nos preços futuros. Trata-se de uma movimentação sazonal natural, que deve se estender enquanto perdurar a colheita, no entanto, ainda vale acompanhar o andamento das atividades no campo, considerando que algum evento fora do radar que interfira no progresso da colheita pode ser motivo suficiente para gerar uma elevação nos preços de negociação. A seca no Brasil começa a trazer preocupações sobre as próximas safras de soja e milho no país, em momento que os produtores iniciam o seu plantio.
Trigo em baixa
Os preços futuros do trigo se mantiveram praticamente estáveis, já que não foram observadas mudanças nos panoramas de oferta e demanda para o cereal. Apesar das incertezas a respeito da oferta russo, os preços muito competitivos vindos do Mar Negro continuam a pesar sobre as cotações internacionais do trigo.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: StoneX cmdtyView.
Fonte: StoneX cmdtyView. Diferença calculada em relação ao dia anterior.



