Os principais índices que atuam no mercado de ativos em Wall Street apresentam atividade mista na manhã desta quinta-feira (dia 12). O mercado acompanha os novos dados referentes à atividade econômica estadunidense e as interpretações indicam um “pouso suave” para a economia do país. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego se mantiveram praticamente estáveis pela sexta semana consecutiva, com 230 mil novas solicitações na semana e em linha com as estimativas de analistas. Nessas últimas seis semanas, a quantidade de pedidos oscilou entre 228 mil e 234 mil, uma estabilidade incomum para o indicador, que é de alta frequência e habitualmente mais volátil. Esta flutuação reduzida para as solicitações do benefício sugere que o mercado de trabalho americano permanece resiliente e a quantidade de demissões se mantém aproximadamente estáveis, reforçando uma interpretação de “pouso suave” para a economia do país e diminuindo temores de uma recessão no curto prazo.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados operam majoritariamente em alta, ao contrário do que foi observado na abertura do dia anterior. Entre os mercados europeus, a tendência é de alta generalizada, em contexto de corte nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu. Os Investidores reagem à decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que reduziu sua taxa básica de juros de 3,75% a.a. para 3,50% a.a. Em um contexto de crescimento econômico mais fraco e desaceleração da inflação no bloco econômico, há uma expectativa por novos cortes no futuro, porém dúvidas quanto ao ritmo de que a autoridade implantará.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) opera em alta, com o dólar estável, cotado por volta de R$5,65. No Brasil, a atenção dos investidores também deve se voltar para a divulgação de novos indicadores de atividade econômica a fim de ajustar expectativas em relação à trajetória da política monetária do país. Ontem, a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) referente ao mês de julho mostrou crescimento pelo segundo mês consecutivo para o setor e renovou patamar recorde atingido no mês anterior, com 1,2% de ganhos ante junho. Hoje, por sua vez, a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) mostrou que as vendas no comércio varejista no Brasil voltaram a crescer no mês de julho, após queda em junho. O aumento foi de 0,6%, recuperando parte da perda de 0,9% do mês anterior. Para ter acesso a uma análise mais detalhada sobre os temas que movimentam o mercado mundial de ativos, acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja sobem enquanto traders aguardam o relatório de oferta e demanda do USDA, WASDE, que deve trazer as perspectivas mais acertadas para o mercado mundial da soja. O relatório deve incluir estimativas para a colheita do grão nos Estados Unidos, que poderá movimentar o mercado da soja nas próximas semanas.
Além disso, os preços da soja também foram impulsionados por uma revisão positiva para as estimativas de importações de soja pela China, no ano safra 2023/24, aquecendo o mercado consumidor.
Assim como a soja, o milho também apresenta valorizações no pregão noturno desta quinta-feira (dia 12). Apesar das expectativas com relação ao relatório WASDE, agendado para ser publicado hoje mesmo, às 13h no horário de Brasília, indicarem uma estabilidade nas estimativas de produção de milho, os traders permanecem atentos à qualquer mudança que o relatório possa indicar à dinâmica do mercado.
Diante das perspectivas de oferta de trigo mais apertadas na região do Mar Negro, os preços do cereal ampliaram os ganhos e atingiram seu patamar mais alto nos últimos dois meses. Notícias recentes indicam que a agência estatal do Egito fez uma compra em grande quantidade do trigo russo, o que já era aguardado há algum tempo pelo mercado. A negociação reascende rumores de que a oferta do cereal no Mar Negro já atinge níveis mais baixos, após os excessos reportados no período de colheita.






