Nos Estados Unidos, os principais índices futuros operam no campo positivo, recuperando-se de perdas obtidas no dia anterior. Nos Estados Unidos, a divulgação do PIB do terceiro trimestre, dos pedidos semanais de seguro-desemprego e discursos de diversas autoridades do Federal Reserve (Fed), incluindo seu presidente, podem fornecer pistas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Fed.
Na região da Ásia e Pacífico, a tendência majoritária também é de ganhos, enquanto o mercado de divisas repercute um novo conjunto de estímulos econômicos chineses. Algumas agências de notícias divulgaram nesta manhã que o Ministério das Finanças do país deve emitir títulos de dívida soberana de 2 trilhões de yuans (cerca de US$ 283,43 bilhões) para estimular a demanda interna e para ajudar governos locais a enfrentar um sobre-endividamento. Além disso, ambas as agências de notícias afirmam que novas medidas de estímulo fiscal devem ser anunciadas esta semana. A divulgação destas medidas ocorre dois dias depois do banco central do país anunciar um conjunto amplo de estímulos monetários e reforça a percepção entre investidores de que as autoridades chinesas estão determinadas a acelerar o crescimento econômico do país, que mostra sinais de enfraquecimento há meses, e favorece o desempenho de ativos arriscados na sessão, como ações, commodities e moedas de países exportadores de produtos primários, como o real. Entre os mercados europeus, a tendência é a mesma observada para outras praças pelo globo, de alta.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre em alta nesta manhã de quinta-feira (dia 26). Por aqui, a divulgação do RTI, publicação mais completa de análise de conjuntura do Banco Central, seguida de coletiva pelo seu presidente e seu diretor de Política Econômica, podem fortalecer as apostas de um ciclo mais longo de altas para a taxa básica de juros (Selic). A expectativa de elevação dos juros no Brasil ao mesmo tempo em conjunto com reduções para os juros americanos favorece a perspectiva para o diferencial de juros brasileiro frente a outras economias e contribui para a atração de capitais externos, fortalecendo o real. Para saber mais detalhes acerca do assunto, acesso o nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Ao contrário do pregão noturno do dia anterior, os preços futuros da soja sobem na manhã desta quinta-feira (dia 26). Com isso, a soja avança pelo quarto dia consecutivo.
A Bolsa de Grãos de Rosario, na Argentina, prevê que a área de plantio de soja no país deve aumentar em 8% em relação ao último ano, devido a um recuo esperado na área plantada do milho. Nos Estados Unidos, as estimativas de produtividade devem apresentar um recuo, com a observação de que a soja plantada mais cedo tenha melhores rendimentos que a soja plantada depois, devido ao tempo seco no fim do verão no hemisfério norte.
Como mencionado anteriormente, a área destinada ao plantio de milho na Argentina deve ser reduzida para este ano-safra. A decisão dos agricultores deve refletir as dificuldades enfrentadas anteriormente devido ao clima e doenças. Diante disso, espera-se uma queda de 21% na área de milho no país.
Nos Estados Unidos, as estimativas de produtividade se mantiveram inalteradas desde a última atualização.
Os preços futuros do trigo acompanham as altas observadas no mercado de grãos, no caso do cereal, pela segunda sessão consecutiva. A alta no pregão noturno desta quinta-feira (dia 26) foi motivada por um aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia durante a madrugada, colocando em risco o escoamento na principal região exportadora de trigo no globo. Ainda, na Rússia, o clima deve afetar a produção do país. Atualmente, as estimativas sugerem uma produção de 83 milhões de toneladas, nível inferior às 91,5 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.






