O mercado de ativos nos Estados Unidos apresenta quedas na abertura desta quinta-feira (dia 03). Ao longo da sessão de hoje, os investidores direcionam sua atenção para novos indicadores da economia americana, enquanto aguardam a divulgação dos dados do "payroll" amanhã. Entre os indicadores mais relevantes, destaca-se o Índice Gerente de Compras (PMI) de setembro, cuja expectativa mediana para é similar à leitura do mês anterior, quando registrou 51,5 pontos, sugerindo uma leve aceleração no setor de serviços dos EUA. Resultados como esses consolidam a percepção de uma desaceleração gradual da economia americana e reforçam a possibilidade de um "pouso suave", o que tem influenciado o mercado de divisas em duas direções distintas. Primeiro, pode indicar um ritmo mais lento nos cortes de juros pelo Federal Reserve, o que tende a fortalecer o dólar globalmente. Por outro lado, números positivos também vêm reduzindo os temores de recessão no país, presente no mercado nos últimos meses, elevando o apetite por risco e favorecendo moedas de mercados emergentes, como o real. Esta semana, o dólar tem demonstrado um movimento de avanço gradual frente a seus principais pares, movimento que provavelmente se deve a um compasso de espera pelos números do relatório de emprego ("payroll") na sexta aliado ao aumento dos temores do agravamento do conflito armado no Oriente Médio. O relatório de Abertura de Câmbio de hoje traz mais detalhes sobre o tema.
Entre os mercados asiáticos, a tendência de operação é mista nesta manhã. Ao que parece, a força observada entre as principais bolsas da região após o anúncio de estímulos na China tem se dissipado nas últimas sessões. Na Europa, as bolsas iniciaram o dia em queda generalizada, puxadas pelas ações do setor de mineração e tecnologia. A agenda de hoje guarda a divulgação do índice de preços ao produtor, importante dado que avalia a inflação na Zona do Euro.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre seus futuros em queda. As perdas são impulsionadas apor novos bombardeios no Oriente Médio, que têm gerado certa aversão ao risco por parte dos investidores.
As cotações da soja na Chicago Board of Trade (CBOT, para a sigla em inglês) enfrentam quedas no pregão noturno desta quinta-feira (dia 03). As tensões dos investidores da soja têm se acalmado, com chuvas previstas para atingirem importantes áreas de cultivo na região sul do Brasil, o que deve melhorar os níveis de umidade do solo na região.
Por outro lado, nos Estados Unidos, o clima seco nas planícies do sul do país atua como fator de sustentação dos preços.
Em meio à elevação dos preços do petróleo, com a escalada dos conflitos no Oriente Médio, a demanda por biocombustíveis deu um salto, e os estoques de etanol caíram para o seu nível mais baixo em um mês. Em decorrência disso, o milho refletiu o aumento da sua demanda e registrou elevações nos seus preços em sessões anteriores, no entanto, os aumentos não se sustentaram até o pregão noturno desta quinta-feira (dia 03).
No mercado trigueiro, os preços futuros recuam, após atingirem as máximas dos últimos 3 meses. A alta vinha sendo alimentada pela junção de fatores climáticos e geopolíticos, principalmente vindos do Mar Negro.
Paralelamente, a agência estatal de grãos do Egito fechou um dos maiores acordos diretos de comercialização de trigo para fornecimento mensal, entre novembro/2024 d abril/2025, com a Rússia, com valor a ser negociado mensalmente, baseando-se no valor de mercado.






