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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
FARELO, TRIGO, MILHO: BAIXA; SOJA, ÓLEO: ALTA.
Mercado Externo – Estados Unidos: baixa; Ásia: alta; Europa: misto.

Os mercados estadunidenses operam no campo negativo na manhã desta segunda-feira (dia 07). Em dia de poucos indicadores, o dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,45 (10h20min). Investidores seguem atentos à dinâmica dos ativos financeiros americanos, com os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro americano (Treasuries) voltando a superar os 4% anuais após os dados mais fortes que o esperado na sexta-feira (04) para o mercado de trabalho do país. O maior crescimento do saldo de empregos e a leve queda na taxa de desemprego levou a uma diminuição das apostas de investidores para cortes de juros pelo Federal Reserve e impulsionou os rendimentos dos Treasuries, mostrando que investidores agora antecipam um ritmo mais lento de flexibilização monetária nos EUA e que os juros se manterão em um patamar mais elevado do que o antecipado anteriormente. Dessa forma, a moeda americana se fortaleceu globalmente e sustenta no pregão de hoje seus maiores valores em sete semanas.

Entre as bolsas asiáticas, a tendência majoritária é altista, com as maiores altas sendo observadas no índice japonês. Na Europa, os principais índices futuros oscilam, após um momento de otimismo na abertura da sessão, após ganhos na Ásia e o rali observado em Wall Street devido na sequência da divulgação do payroll, na última sexta-feira (dia 04).

No Brasil, o índice Ibovespa (IBOV) abre os futuros em queda, após as eleições municipais que ocorreram no último domingo (dia 06) no país, em um tom menos polarizado do que se esperava. Embora a tendência externa seja de fortalecimento do dólar, o real abriu o dia com valorização ante à divisa americana, por conta de expectativas de um ciclo de alta de juros mais rígido pelo Banco Central do Brasil. O aumento da desconfiança sobre o processo de consolidação fiscal tem levado a estimativas cada vez mais altas para a taxa básica de juros (Selic) e, consequentemente, a uma elevação das taxas de juros futuros (DI). A perspectiva de juros Selic maiores por mais tempo, por sua vez, melhora o diferencial de juros brasileiros ante outras economias e contribui na atração de capitais externos, fortalecendo o real. A edição de hoje da Abertura de Câmbio nos traz mais detalhes acerca da dinâmica dos mercados internacionais.

Soja em alta 

O mercado da soja apresenta obtém alguns ganhos, apesar da pressão causada por um dólar mais forte e por amplos estoques de grãos nos Estados Unidos. Além disso, as perspectivas climáticas são favoráveis para o progresso da colheita.

Os estoques estimados para a soja nos EUA são os maiores dos últimos quatro anos, devido à colheita de uma safra recorde para os grãos no país que se iniciou recentemente.  

Milho em baixa

O milho é outra commodity que sofre diante da valorização do dólar frentes às outras moedas. Um dólar mais forte é o principal fator de enfraquecimento dos preços dos grãos nas bolsas estadunidenses, como tentativa de manter os produtos agrícolas competitivos no mercado internacional.

Assim como a soja, no mercado do milho os estoques também se encontram elevados devido à colheita de uma ampla safra nos Estados Unidos. As expectativas para o clima dos próximos dias são promissoras, e devem auxiliar o progresso da colheita.

Trigo em baixa

Os futuros do trigo também sofreram baixas no pregão noturno desta segunda-feira (dia 07), sob efeito da seca que vem atingindo os países do Mar Negro e aliado aos preços baixos ofertados pelos exportadores da região. Além disso, os traders estão atentos às movimentações geopolíticas na região, que atingiram a infraestrutura portuária ucraniana em Odessa.

TABELAS E INDICADORES
image 101728
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 101729
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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