Os mercados estadunidenses operam no campo negativo na manhã desta segunda-feira (dia 07). Em dia de poucos indicadores, o dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,45 (10h20min). Investidores seguem atentos à dinâmica dos ativos financeiros americanos, com os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro americano (Treasuries) voltando a superar os 4% anuais após os dados mais fortes que o esperado na sexta-feira (04) para o mercado de trabalho do país. O maior crescimento do saldo de empregos e a leve queda na taxa de desemprego levou a uma diminuição das apostas de investidores para cortes de juros pelo Federal Reserve e impulsionou os rendimentos dos Treasuries, mostrando que investidores agora antecipam um ritmo mais lento de flexibilização monetária nos EUA e que os juros se manterão em um patamar mais elevado do que o antecipado anteriormente. Dessa forma, a moeda americana se fortaleceu globalmente e sustenta no pregão de hoje seus maiores valores em sete semanas.
Entre as bolsas asiáticas, a tendência majoritária é altista, com as maiores altas sendo observadas no índice japonês. Na Europa, os principais índices futuros oscilam, após um momento de otimismo na abertura da sessão, após ganhos na Ásia e o rali observado em Wall Street devido na sequência da divulgação do payroll, na última sexta-feira (dia 04).
No Brasil, o índice Ibovespa (IBOV) abre os futuros em queda, após as eleições municipais que ocorreram no último domingo (dia 06) no país, em um tom menos polarizado do que se esperava. Embora a tendência externa seja de fortalecimento do dólar, o real abriu o dia com valorização ante à divisa americana, por conta de expectativas de um ciclo de alta de juros mais rígido pelo Banco Central do Brasil. O aumento da desconfiança sobre o processo de consolidação fiscal tem levado a estimativas cada vez mais altas para a taxa básica de juros (Selic) e, consequentemente, a uma elevação das taxas de juros futuros (DI). A perspectiva de juros Selic maiores por mais tempo, por sua vez, melhora o diferencial de juros brasileiros ante outras economias e contribui na atração de capitais externos, fortalecendo o real. A edição de hoje da Abertura de Câmbio nos traz mais detalhes acerca da dinâmica dos mercados internacionais.
O mercado da soja apresenta obtém alguns ganhos, apesar da pressão causada por um dólar mais forte e por amplos estoques de grãos nos Estados Unidos. Além disso, as perspectivas climáticas são favoráveis para o progresso da colheita.
Os estoques estimados para a soja nos EUA são os maiores dos últimos quatro anos, devido à colheita de uma safra recorde para os grãos no país que se iniciou recentemente.
O milho é outra commodity que sofre diante da valorização do dólar frentes às outras moedas. Um dólar mais forte é o principal fator de enfraquecimento dos preços dos grãos nas bolsas estadunidenses, como tentativa de manter os produtos agrícolas competitivos no mercado internacional.
Assim como a soja, no mercado do milho os estoques também se encontram elevados devido à colheita de uma ampla safra nos Estados Unidos. As expectativas para o clima dos próximos dias são promissoras, e devem auxiliar o progresso da colheita.
Os futuros do trigo também sofreram baixas no pregão noturno desta segunda-feira (dia 07), sob efeito da seca que vem atingindo os países do Mar Negro e aliado aos preços baixos ofertados pelos exportadores da região. Além disso, os traders estão atentos às movimentações geopolíticas na região, que atingiram a infraestrutura portuária ucraniana em Odessa.






