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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
FARELO, TRIGO, MILHO, SOJA: ALTA; ÓLEO: BAIXA.  
Mercado Externo – Estados Unidos: baixa; Ásia: misto; Europa: alta.

Nos Estados Unidos, os principais índices futuros recuam, enquanto os investidores aguardam a divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, para a sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed), referente à reunião do dia 18 de setembro. Nas últimas semanas, as apostas de investidores para a trajetória dos juros americanos flutuaram consideravelmente, em particular após a sequência de dados mais aquecidos para a economia do país, na semana passada. Esta volatidade das expectativas é, em grande medida, resultado da atuação do Federal Reserve, que surpreendeu ao realizar um corte de juros de 50 pontos-base na sua decisão de 18 de setembro e transpareceu, em diversas comunicações, uma preocupação significativamente mais elevada com o enfraquecimento do mercado de trabalho do que com a resiliência inflacionária. Nesse sentido, a ata dessa decisão deve ajudar a esclarecer como foi o debate dentro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), qual foi o grau de consenso para a redução de 0,50 p.p. e quais foram os argumentos favoráveis e contrários a ela, bem como fornecer pistas sobre quais serão os critérios que podem levar o Comitê a repetir um novo corte mais agressivo. Contudo, seus efeitos podem ser limitados por conta do tempo transcorrido entre a decisão e a publicação do documento, sempre de 21 dias, o que a torna um pouco desatualizada.

Na região da Ásia e Pacífico, as bolsas operam sem direção única. As bolsas chinesas lideram as perdas, com uma frustração das expectativas dos investidores sobre o pacote de políticas fiscais anunciados pelo país na última semana. Os mercados europeus também apresentam uma volatilidade, em resposta ao sentimento de decepção com origem da China.  

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abriu as atividades da quarta-feira (dia 09) em queda. O principal guia para a sessão de hoje deve ser a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro. Apesar do aumento ligeiramente abaixo da mediana das estimativas, o índice cheio acelerou significativamente com relação ao mês de agosto, indicando alta de 0,44%, frente desaceleração de 0,02% no mês anterior. A maior inflação em setembro foi impulsionada, principalmente, pelo aumento nos custos de energia elétrica, como resultado da adoção da bandeira tarifária vermelha patamar 1 em função da severa seca no país. Com a divulgação de hoje, o índice acumula alta de 3,31% no ano e 4,42% nos últimos 12 meses. Dessa forma, os preços administrados, composto por itens de maior sensibilidade a fatores de oferta e que incluem os custos de energia elétrica, avançaram 1,01% no mês. Em contraposição, o núcleo do indicador, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, apresentou desempenho compatível com uma leitura benigna, avançando 0,16% no período, em contraste com 0,21% no mês anterior, ao passo que os itens de serviços avançaram moderadamente em 0,13%. Nesse sentido, entende-se que o avanço do indicador este mês mostrou-se controlado, com componentes de custo avançando e de serviços mantendo-se relativamente estáveis. Apesar dessa interpretação, a reaceleração do indicador acende um alerta para o Banco Central e, portanto, eleva tanto as expectativas inflacionárias como as apostas para um ritmo rápido de aperto monetário pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A perspectiva de juros mais elevados no Brasil torna os títulos domésticos mais rentáveis e contribuem na atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o real. Para saber mais sobre os assuntos que movimentam os mercados financeiros nesta quarta-feira (dia 09), acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio.

Soja em alta

No mercado da soja, os futuros também sobem, com os traders mantêm sua atenção na situação brasileira. O país enfrenta uma seca severa, que tem atrasado o plantio da soja, especialmente na região central. No mesmo período do ano passado o plantio já se encontrava 10% concluído, enquanto neste ano, apenas 5% estão completos. As temperaturas elevadas e chuvas escassas são as responsáveis pelo ritmo mais lento de plantio desse a safra 2015/16.    

Milho em alta 

As cotações do Milho em Chicago apresentam altas nesta manhã. No dia 6 de outubro, a Companhia Nacional de Abastecimento do Brasil(CONAB), informou que o primeiro plantio de milho, para a temporada completa, encontrava-se 26% concluída, pouco atrasada em relação ao mesmo período do ano passado, contabilizado em 27%.

As chuvas que atingiram o estado do Rio Grande do Sul foram benéficas para o desenvolvimento dos cultivos, ao contrário de Minas Gerais, onde os produtores continuam aguardando as chuvas para começar a plantar.  

Trigo em alta 

Os preços futuros do trigo obtêm ganhos no pregão noturno desta quarta-feira (dia 09), enquanto agentes que negociam o cereal observam o clima nas planícies do sul dos Estados Unidos e em algumas regiões do Brasil.

Os estados do Kansas, Oklahoma e Texas registraram pouca ou nenhuma chuva na semana passada, o que pode atrasar o plantio da safra de inverno, sob o risco de prejudicar a germinação.

TABELAS E INDICADORES
image 101946
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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