Nos Estados Unidos, os índices futuros acumulam novas perdas para a semana, enquanto investidores repercutem dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, para a sigla em inglês). O índice geral cresceu em 0,2%, em comparação a uma expectativa mediana de 0,1%, enquanto o núcleo indicador, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, registrou um avanço de 0,3%, também superior à projeção mediana de 0,2%. A divulgação do indicador era bastante aguardada, sobretudo em virtude das incertezas acerca da evolução da política monetária norte-americana nos próximos meses. Na véspera, a publicação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que optou por um corte de 0,50 p.p. na taxa de juros, reduziu as expectativas de uma nova redução com a mesma magnitude ao evidenciar uma postura mais cautelosa por parte dos membros do Federal Reserve. Adicionalmente, os dados recentes da atividade econômica, com destaque para o último Relatório da Situação do Emprego ("payroll"), que apresentou resultados positivos para o mercado de trabalho, contribuíram para amenizar os temores de uma desaceleração mais intensa da economia norte-americana. Dessa forma, a divulgação do CPI acima das expectativas reforça as apostas em um ritmo mais gradual de cortes nas taxas de juros por parte do Fed, o que tende a promover a valorização do dólar em nível global. Para saber mais sobre o assunto e outros temas que movimentam a dinâmica dos mercados mundiais nesta quinta-feira, acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Na região da Ásia e Pacífico, os principais índices futuros apresentam ganhos, enquanto investidores locais observam a movimentação dos mercados estadunidenses, após superarem, em partes, as frustrações relacionadas aos estímulos econômicos anunciados pelo governo chinês. Entre os mercados europeus, a maior parte dos índices futuros operam em baixa, enquanto os agentes aguardam dados sobre a inflação estadunidense. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre as atividades em alta nesta quinta-feira (dia 10), mas logo vira para queda.
A soja, que havia acumulado alguns ganhos em sessões anteriores, opera em baixa neste momento. Os futuros da oleaginosa estão dependendo do relatório de oferta e demanda dos Estados Unidos, previsto para ser divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês), na próxima sexta-feira (dia 11).
O relatório deve trazer atualizações nas estimativas de safra, apontadas até o momento como safras recordes para a cultura da soja, a partir do que foi informado na última edição do relatório, referente ao mês de setembro.
Ao contrário da soja, os ganhos obtidos pelo milho em sessões anteriores se mantêm até o momento. De modo semelhante à soja, para o mercado do milho, os investidores estão atentos à publicação do World Agricultural Supply and Demand Estimates (WASDE), que deve indicar as principais perspectivas para a safra 2024/25 de milho mundialmente, com ênfase para o mercado estadunidense.
O trigo atinge as maiores altas da semana, acumulando valorizações pela quarta sessão seguida, em meio à seca que atinge importantes regiões produtoras do cereal no globo. Com isso, surgem preocupações de que as atuais condições climáticas possam ameaçar os cultivos e reduzir a disponibilidade, por perdas na produção mundial.
Os estoques de trigo, projetados para atingir o menor nível dos últimos 9 anos, e a situação pode piorar em decorrência do clima severo.






