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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
FARELO, TRIGO, MILHO, SOJA, ÓLEO: ALTA.  
Mercado Externo – Estados Unidos, Ásia: misto; Europa: alta;  

Nos mercados estadunidenses, os principais índices futuros operam em baixa na manhã desta sexta-feira (dia 11), com o início da temporada de balanços trimestrais das grandes empresas. Investidores repercutem a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos referente a setembro, que ficou abaixo das expectativas do mercado. O índice geral permaneceu estável, com variação mensal de 0,0%, frente a uma estimativa mediana de aumento de 0,1%. Já o núcleo do índice, que exclui componentes voláteis como energia e alimentos, registrou alta de 0,2%, em linha com as projeções. Esse resultado mais brando do PPI ocorre após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) na véspera, que surpreendeu ao revelar uma alta maior que o esperado para a inflação em setembro. Na sessão de ontem, o CPI impactou a percepção de risco dos investidores, ao elevar a incerteza sobre a desaceleração inflacionária nos EUA, reduzindo as apostas em um ciclo mais rápido de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). Por sua vez, apesar de o PPI não ter o mesmo peso do CPI nas decisões de política monetária, ele influencia as expectativas de estabilização da inflação de forma indireta. Como mede os preços ao produtor, o PPI é considerado um indicativo relevante da inflação futura, uma vez que os aumentos nos custos de produção podem ser repassados aos consumidores. Além disso, o PPI, embora seja mais representativo para os bens industriais, também contempla alguns setores de serviços, fornecendo uma visão abrangente do cenário inflacionário antes da divulgação do Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE) no final do mês. Nesse contexto, o PPI contraria o movimento do CPI ao reduzir os receios de uma inflação prolongada, o que contribui para a expectativa de que as taxas de juros não se manterão elevadas por um período prolongado, reforçando o cenário de convergência da inflação com a meta do Fed. 

Na região da Ásia e Pacífico, os principais índices operam sem direção única, com os investidores operando com um sentimento cauteloso, após a decepção quanto ao pacote de investimentos anunciado pelo governo chinês. Entre os mercados europeus, por sua vez, a tendência é altista. Os investidores acompanham atentos os anúncios referentes ao plano de estímulos anunciado pelo governo chinês. Após as autoridades chinesas frustrarem as expectativas de investidores na terça-feira (08) ao não mencionarem a previsão ou a necessidade de medidas de impulso fiscal no encerramento da conferência da Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional, na quarta (09) o ministro das Finanças convocou uma coletiva de imprensa para este sábado (12), elevando as esperanças de que será anunciado um novo pacote de medidas de estímulo econômico. Na ausência de detalhes sobre o que pode ser comunicado amanhã, investidores se mantêm em compasso de espera, e a reação à coletiva de imprensa deve ser observada na próxima segunda-feira (14). Para acompanhar mais detalhes sobre o tema, acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio.

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre o dia, novamente, em baixa. Os investidores estão atentos às movimentações nos mercados internacionais, repercutindo especialmente os dados sobre a inflação dos Estados Unidos, divulgados nos últimos dias.

Soja em alta

Nos Estados Unidos, a safra recorde esperada para a soja pesou sobre os futuros da oleaginosa. O cenário deve ser confirmado ou refeito a depender das perspectivas fornecidas pelo relatório mensal World Agricultural Supply and Demand Estimates (WASDE), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês).

Na conjuntura semanal, espera-se um recuo de aproximadamente 2%, com perdas pela segunda semana consecutiva, devido, principalmente, às perspectivas de safra recorde para este ciclo.

Milho em alta 

No mercado do milho, de modo semelhante ao da soja, as perspectivas de ampla safra para os Estados Unidos têm pesado sobre as cotações na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT, para a sigla em inglês).

Apesar dos ganhos na presente sessão, o milho deve encerrar a semana em baixa. Sua primeira queda nas últimas três semanas.

Trigo em alta 

O trigo segue com ganhos firmes por mais uma sessão, seguindo para a terceira semana consecutiva de ganhos. As preocupações com a oferta mundial são a principal causa das altas recentes, considerando que as condições climáticas adversas têm ameaçado os cultivos em algumas importantes regiões exportadoras pelo mundo.

As altas temperaturas e a ausência de chuvas têm reduzido os índices de produtividade em alguns países. A situação deve permanecer sob o radar dos investidores, especialmente na região do Mar Negro.   

TABELAS E INDICADORES
image 102079
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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