Os principais índices futuros de Wall Street operam sem direção única na segunda-feira (dia 14). Os investidores devem estar atentos aos balanços que serão divulgados ao longo da semana, referentes ao desempenho das grandes empresas no terceiro trimestre de 2024. O foco, que antes estava voltado aos importantes indicadores econômicos estadunidenses, agora se concentra na saúde das empresas.
Na Ásia e região do Pacífico, as bolsas operam majoritariamente no campo positivo, enquanto os investidores ainda refletem sobre as medidas de estímulo econômico anunciadas pelo governo chinês, que não se alinharam às expectativas do mercado. ontribui para o enfraquecimento do real a divulgação de dados piores que o esperado para inflação e balança comercial chinesa em setembro, agravando as expectativas de investidores para o desempenho econômico chinês. O crescimento anual das exportações, recuou de 8,7% em agosto para 2,4% em setembro, bem abaixo da estimativa mediana de 6,0% de analistas, enquanto a expansão anual das importações caiu de 0,5% em agosto para apenas 0,3% em setembro, também abaixo da projeção mediana de 0,9%. As vendas externas, particularmente de produtos industriais ligados a segmentos de inteligência artificial e de veículos elétricos, era um dos poucos destaques do ano, e seu arrefecimento pode sinalizar uma postura cautelosa de compradores de países que anunciaram, ou estudam anunciar, a implantação de barreiras comerciais a alguns produtos chineses, como EUA, Canadá e União Europeia. Da mesma forma, a desaceleração das importações sugere a fraqueza da demanda doméstica e também aponta para a possibilidade de exportações ainda mais fracas no futuro, visto que cerca de um terço das compras externas do país são para componentes destinados a produtos exportados. No mesmo sentido, o recuo do aumento anual do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de 0,6% em agosto para 0,4% em setembro, abaixo da estimativa mediana de 0,6%, e da deflação anual do Índice de Preços ao Produtor (PPI) de 1,8% para 2,8% no mesmo período, abaixo da estimativa mediana de 2,5%, aponta para dificuldades de geração de vendas pelas empresas da China, em especial as de produtos industrializados. A perda de dinamismo da atividade produtiva chinesa agrava o pessimismo de investidores com o país e prejudica o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países exportadores de produtos primários, como o real. Para saber mais sobre o desempenho da economia chinesa, acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio, que traz mais detalhes sobre o assunto. Os mercados europeus seguem a mesma tendência observada entre as bolsas asiáticas, respondendo aos dados que apontam para um crescimento da economia do Reino Unidos.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre os seus futuros em queda, com investidores atentos às falas do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do Diretor de Política Monetária do Banco Central – e futuro presidente da autarquia - Gabriel Galípolo, em evento, na manhã desta segunda-feira (dia 14).
O mercado da soja cai em meio às pressões geradas por perspectivas de grande colheita nos Estados Unidos. O relatório World Agricultural Supply and Demand Estimates (WASDE), publicado na última sexta-feira (dia 11) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês), reafirmou as tendências que já vinham sendo observadas nas últimas semanas, de que as safras em andamento no país devem estar entre as maiores que se tem registro.
No caso específico da soja, houve um ajuste em relação aos números indicados no último mês, mas ainda sob o cenário ajustado, a safra deve a maior já registrada no país.
De modo semelhante ao mercado da soja, o milho também cai no pregão noturno desta segunda-feira (dia 14), sob efeito das perspectivas de ampla safra em importantes países exportadores, como é o caso dos Estados Unidos.
O tema foi reforçado pelo relatório WASDE, publicado na sexta-feira (dia 11). Segundo o documento, as estimativas são ainda melhores do que se esperava, com o país se encaminhando para atingir sua segunda maior colheita da história. O aumento na previsão de produção para os Estados Unidos pegou alguns traders de surpresa, o que deve se refletir sobre os preços do grão nos próximos dias.
No mercado trigueiro, os futuros também caem na presente sessão, motivados pelo indicativo de uma ampla oferta global do cereal. No entanto, as preocupações relacionadas a um possível prejuízo aos fluxos de exportações do Mar Negro, devido às condições climáticas adversas, que tem afetado o desenvolvimento dos cultivos, atuou de modo a limitar as perdas.
O USDA reduziu as estimativas para a produção global de trigo, no entanto, os estoques finais devem ser maiores do que se esperava, devido a uma redução no consumo e comércio mundiais.






