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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
FARELO, TRIGO, MILHO, SOJA: BAIXA; ÓLEO: ALTA.     
Mercado Externo – Estados Unidos, Ásia, Europa: misto;   

Nos Estados Unidos, os índices futuros operam mistos, enquanto investidores aguardam a divulgação de novos balanços. A agenda de hoje deve contar com os resultados de importantes empresas do setor bancário. Por outro lado, como aponta o Diário do Petróleo desta manhã, as cotações futuras do óleo bruto caem como reflexo a dois fatores. Primeiramente, os receios de investidores com a demanda chinesa, após a divulgação de números fracos para balança comercial e inflação no país e após as autoridades do país frustrarem as expectativas de anúncios de incentivos fiscais. Adicionalmente, a redução das preocupações sobre impactos do conflito no Oriente Médio sobre a oferta global de petróleo após reportagem do Washington Post afirmar que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comunicou ao governo norte-americano que as respostas aos ataques iranianos em território israelense devem ocorrer contra instalações militares do Irã, evitando atingir instalações petrolíferas ou nucleares do país. Como o Brasil é um importante exportador da commodity, a queda de seus preços reduz a expectativa de receitas de exportações, prejudicando o desempenho do real. Para saber mais sobre o assunto, acesse a edição de hoje da Abertura de Câmbio.

Na região da Ásia e Pacífico, as bolsas de valores operam sem direção única, destacando-se as perdas na China e em Hong Kong, após o país ter divulgados dados econômicos que vieram abaixo das expectativas do mercado. Na Europa, as bolsas também operam mistas, antes de importantes balanços que devem ser divulgados em breve para análise dos investidores.

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre mais uma sessão em baixa. O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve sancionar uma série de novos projetos nesta terça-feira (dia 15). Em paralelo, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve ter reuniões com ministérios estratégicos. Sobre isso, investidores acompanham notícias relacionadas à condução da política fiscal brasileira, após reportagens da véspera (14) afirmarem que o governo brasileiro estuda apresentar ainda este ano um “pacote relevante” de medidas de revisão de gastos públicos obrigatórios. Embora as notícias digam respeito a intenções do governo sem maiores detalhes nem cronograma, elas colaboraram para a redução da exigência de prêmios de risco por investidores na sessão de ontem e impulsionaram o real ao melhor desempenho entre as moedas mais líquidas da sessão.

Soja em baixa

As perspectivas de produção de soja mais favoráveis, aliadas a um dólar fortalecido, exerceram pressão baixista sobre os futuros da oleaginosa, pela quarta sessão seguida. A sazonalidade favorece um momento de baixa nos preços futuros da soja, considerando as grandes colheitas que estão em andamento nos Estados Unidos, abastecendo os estoques com grandes volumes do grão.

Além disso, previsões climáticas no Brasil indicam a ocorrência de chuvas em importantes regiões produtoras da soja, o que favorece as perspectivas de produção para o país.

Milho em baixa

No mercado do milho, assim como no da soja, os preços futuros caem pela quarta sessão seguida. O valor de negociação do milho já recuou quase 7% até o momento, em relação às máximas registradas no início do mês de outubro, aproximando-se das mínimas de quatro anos.

Toda essa dinâmica do mercado ocorre apesar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês) indicar uma safra de milho menor para o país neste ciclo. Além disso, um forte aumento do dólar no mês de outubro tornou os produtos estadunidenses mais caros no mercado internacional, levando a uma desvalorização dos preços para manter a competitividade na comercialização.

Trigo em baixa

Os futuros do trigo também operam com baixas no pregão noturno desta terça-feira (dia 15), no entanto, um pouco melhores que as perdas para o milho e a soja. O relatório WASDE, divulgado na última sexta-feira (dia 11), indicou uma melhora nas perspectivas para os estoques globais do trigo, o que deve ter auxiliado no recuo para os futuros do cereal, no entanto, a limitação da oferta na região do Mar Negro tem limitado as perdas.

O governo russo definiu, na segunda-feira (dia 14), uma política de preços mínimos e uma tarifa para a exportação do cereal, com o intuito de limitar os embarques com origem no país. As medidas, no entanto, parecem não ser tão restritivas como alguns traders temiam.  

  

TABELAS E INDICADORES
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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