Na manhã desta quarta-feira (dia 16), os principais índices futuros que operam em Wall Street apresentam ganhos. A agenda de hoje não conta com indicadores econômicos importantes, no entanto, os investidores devem observar a divulgação dos balanços trimestrais de importantes companhias no país. A temporada de balanços deve intensificar a volatidade nas bolsas, aliado às eleições presidenciais nos Estados Unidos. Além disso, as declarações realizadas ontem pelo candidato à presidência americana, Donald Trump, devem continuar a impactar a percepção de risco dos investidores, ao voltar a defender um aumento drástico nas tarifas sobre produtos importados nos EUA. Mais especificamente, o candidato deu novos indícios de que, caso eleito, deve aplicar uma tarifa de importação de 60% sobre produtos chineses e de 10% sobre os demais países do mundo. A defesa de sobretaxas pelo candidato republicano, a três semanas de uma disputa muito acirrada pela presidência americana, prejudica o desempenho de moedas de economias emergentes, em especial as latino-americanas.
Na região da Ásia e Pacífico, as bolsas apresentam resultados negativos, sem muitos incentivos e com muitas incertezas pesando sobre as decisões dos investidores locais. Entre os mercados europeus, a tendência majoritária é de queda, acompanhando o movimento de Wall Street e a Nikkei durante a madrugada.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) abre em alta, em meio a um momento de certa instabilidade entre os mercados internacionais. No país, investidores devem seguir repercutindo a condução da política fiscal brasileira, especialmente após as falas de ontem (15) da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que voltaram a sugerir uma revisão estrutural das despesas do governo. Em sua fala, a ministra prevê a conclusão das discussões sobre as medidas após o segundo turno das eleições municipais, no fim deste mês, e que "a ideia é colocar o máximo possível de medidas ainda este ano dentro daquilo que a gente saiba que é possível votar ou começar a discussão". A deterioração da percepção de risco por parte dos investidores em relação à política fiscal brasileira tem intensificado as depreciações do real nos últimos meses, posicionando essas notícias como fatores que contribuem para a diminuição da exigência de prêmios de risco associados à moeda nacional. Para acompanhar os temas que têm movimentado os mercados internacionais, acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio.
A manhã desta quarta-feira (dia 16) é marcada por uma recuperação nos preços futuros da soja, após uma sequência de sessões em queda, após chuvas nos países produtores da América do Sul aliviarem as preocupações do mercado sobre a seca que ameaçava os cultivos, especialmente no Brasil e Argentina.
A seca que atingiu tais áreas de cultivo, responsável por atrasar o plantio inicial da soja, foi amenizaram pela ocorrência de boas chuvas.
Seguindo o movimento observado no mercado da soja, o milho também opera em queda na presente sessão, recuperando-se de perdas acumuladas anteriormente.
Para o caso dos grãos, pode-se dizer que a dinâmica observada no mercado de petróleo nos últimos dias ajudou na sustentação dos preços do milho e da soja. A demanda mais fraca pelos combustíveis fósseis despertou maior interesse pelos grãos, que são utilizados como matéria-prima para a fabricação de biocombustível.
Ao contrário do que se observa nos mercados da soja e do milho, o trigo permanece em queda nesta sessão, após já acumular perdas anteriores. Os recuos ocorrem em decorrência das previsões de chuvas para as regiões produtoras do trigo de inverno na Rússia e nos Estados Unidos, que tiveram efeito de amenizar as preocupações com a oferta mundial, que vinha trazendo perturbações aos mercados.
O plantio do trigo de inverno, que estava atrasado devido ao clima quente e seco, deve se estabilizar e atingir melhores condições nos próximos dias, devido às previsões de chuva para o cinturão de trigo das planícies dos EUA.






