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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
FARELO, MILHO, SOJA; ÓLEO, TRIGO: BAIXA.                    
Mercado Externo – Estados Unidos: alta; Ásia, Europa: baixa;   

Em Nova York, os principais índices futuros avançam na manhã desta quinta-feira (dia 17). O dia contempla uma agenda carregada e os investidores nos Estados Unidos devem repercutir, especialmente, os dados para o varejo estadunidense referentes ao mês de setembro, que avançou em 0,4% frente ao mês anterior, acima da expectativa mediana de 0,3%. O dado deve ser interpretado como importante evidência de que a economia americana não demonstra sinais claros de recessão, afastando os temores de uma desaceleração econômica mais rápida no país, o que forçaria o Federal Reserve a diminuir os juros mais rapidamente. Em contraste, este número mostra que a demanda de consumidores permanece resiliente no país e reforça a ideia de um "pouso suave" para a economia americana. Por outro lado, a divulgação dos dados de produção industrial de setembro, que mostraram desaceleração de 0,3% ante estimativa mediana de recuo de 0,1%, adicionam incertezas com relação à avaliação da atividade produtiva no país. Embora estas divulgações devam ter impacto limitado na política de juros do Federal Reserve (Fed), a leitura de que a economia se manteve aquecida em setembro contribui para diminuir apostas de cortes de juros pelo Fed e contribui no fortalecimento global do dólar.

Entre os mercados asiáticos, os índices operam, em sua maioria, com perdas. Ainda ressoam os efeitos da decepção dos investidores com relação ao pacote de estímulos econômicos anunciados pelo governo chinês do início do mês. Na Europa, as bolsas avançam na abertura da sessão, com os investidores repercutindo a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de reduzir a taxa de juros em 0,25 pontos percentuais, com a taxa se estabelecendo agora em 3,25% ao ano, em linha com as expectativas do mercado. A decisão reflete a progressiva estabilização de preços e os indícios recentes de enfraquecimento da atividade produtiva no bloco econômico, a exemplo dos Índices de Gerentes de Compras (PMI) de setembro. Com relação à postura futura do BCE, apesar de investidores anteciparem uma sequência de cortes de juros, a instituição manteve sua postura flexível, informando que vai decidir a cada encontro em função dos dados econômicos mais recentes. Ainda assim, a perspectiva de juros decrescentes na Europa em um momento em que há dúvidas sobre a velocidade de cortes pelo Federal Reserve deve prejudicar o desempenho da moeda europeia e indiretamente fortalecer o dólar no mercado internacional.

No Brasil, por sua vez, o índice futuro Ibovespa (IBOV) opera no campo negativo. O foco dos mercados tem sido a condução da política fiscal pelo governo federal. Nesse sentido, os investidores devem estar atentos à entrevista que o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, concede nesta manhã. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados internacionais nesta quinta-feira (dia 17), acesse a edição de hoje da Abertura de Câmbio.

Soja em baixa

Os preços futuros da soja enfrentam novas baixas na manhã desta quinta-feira (dia 17), após aliviarem as pressões que vinham recaindo sobre a oferta. Nos Estados Unidos, 67% da soja já se encontrava no silo, um nível muito acima da média dos últimos cinco anos.

Em geral, as quedas nos preços dos grãos no mercado estadunidense, além de motivadas pelo alívio das pressões sobre a oferta, foram intensificadas pela alta do dólar frente às demais moedas e, ainda, por uma queda no valor de negociação do petróleo bruto.  

Milho em baixa

Os preços futuros para a negociação do milho enfrentam algumas baixas na presente sessão. Os estoques do grão têm aumentado devido a colheita que avança rapidamente nos Estados Unidos, bem como condições mais satisfatórias ao plantio nos países produtores da América do Sul.

Do lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês) anunciou, na quarta-feira, a venda de 1,6 milhão de toneladas de milho estadunidense ao México. Entretando, o otimismo não se estende à demanda global, em razão, especialmente, do enfraquecimento da demanda chinesa por commodities agrícolas.

Trigo em baixa

No mercado trigueiro, as chuvas recentes nos cinturões de trigo na Rússia e nas planícies dos Estados Unidos aliviaram as preocupações dos traders sobre um prejuízo maior à oferta mundial do cereal neste ciclo.

Nos Estados Unidos, as chuvas devem favorecer o desenvolvimento da safra de inverno, recém-plantada no país. Na Rússia, o aumento das precipitações desviou o foco das tentativas do governo russo em regular as exportações de trigo no país, que tem acarretado um aumento dos preços de comercialização para o país, frequentemente estabelecidos como os mais competitivos mundialmente.  

 

TABELAS E INDICADORES
image 102361
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 102362
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
image 102363
Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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