Em Nova York, os índices futuros operam em baixa na manhã desta segunda-feira (dia 21), após atingirem suas máximas ao longo da última sexta-feira (dia 18). Wall Street tem registrado sua melhor sequência de 2024, com seis semanas consecutivas em alta.
Na Ásia, os índices operam majoritariamente em baixa, enquanto os investidores repercutem a decisão do Banco Central da China de reduzir a taxa básica de juros de empréstimos do país. Nesse sentido, observa-se uma elevação dos preços internacionais de commodities importantes, como o petróleo e o minério de ferro, impulsionados pela redução de 3,35% para 3,10% na taxa de um ano e de 3,85% para 3,60% na taxa de cinco anos. Estas reduções eram esperadas desde 24 de setembro, dia em que o PBoC cortou a taxa de depósitos compulsórios e a taxa de juros para compromissos de recompra (reverse repo) de sete dias e comunicou que cortaria em breve as taxas referenciais de juros de um e de cinco anos. Embora os estímulos monetários tenham impulsionado levemente o desempenho de ativos arriscados, como commodities, investidores permanecem pessimistas em relação à capacidade dessas medidas acelerarem o crescimento chinês sem a adoção de estímulos fiscais. Entre os mercados europeus, observa-se um movimento de baixa generalizada, com os investidores ainda refletindo acerca do corte nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu, na quinta-feira (dia 17).
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou as operações da segunda-feira (dia 21) no campo negativo, com o Boletim Focus de hoje indica uma piora das expectativas inflacionárias. A mediana das projeções das instituições financeiras para o IPCA em 2024 subiu de 4,39%, há uma semana, para 4,50% e de 3,96% para 3,99% em 2025 no mesmo intervalo. A expectativa mediana para a taxa básica de juros (Selic) em 2025 também aumentou de 11,00% a.a. para 11,25% a.a. O pessimismo dos agentes do mercado financeiro em relação à condução da política fiscal brasileira, com receios de que a dívida pública continuará aumentando, resulta em um novo estresse para os ativos brasileiros, com elevação persistente das expectativas inflacionárias, dos rendimentos dos contratos de juros DI e da taxa de câmbio, que voltou a se situar acima do patamar de R$ 5,70 por dólar. Para saber mais sobre o tema, acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Nesta sessão, o mercado da soja se recupera de algumas perdas adquiridas na última sexta-feira (dia 18). A previsão de chuva nas próximas 72h em algumas regiões dos estados de Iowa, Illinois, Nebraska, Kansas e Missouri pode atrasar as colheitas, o que gerou pressões altistas para os grãos na presente sessão.
Até a semana passada, cerca de 67% da soja produzida nos Estados Unidos já se encontrava no silo. Um avanço em relação à semana anterior, que havia contabilizado a colheita de 47% da produção de soja no país e, ainda, acima da média dos últimos cinco anos, estabelecida em 51%.
De uma forma semelhante ao mercado da soja, o milho se recupera, nesta sessão, das baixas obtidas nos últimos dias. Ainda em alguma similaridade com a soja, as previsões de chuvas para alguns estados norte-americanos trouxeram preocupações de que pudesse haver algum atraso na colheita do milho.
Os números até a última semana indicavam que 47% da colheita da safra de milho no país estava concluída, um avanço em relação à semana anterior, que havia contabilizado 30% e acima da média dos últimos cinco anos, que se encontra em 39%.
Após registrar perdas anteriormente, os futuros do trigo iniciam a nova semana no campo positivo. Na sexta-feira, o trigo negociado na Bolsa de Valores de Chicago chegou a se valorizar em quase 3%, diante das perspectivas de melhora no clima nas principais áreas de cultivo, nos Estados Unidos e na Rússia.
Na manhã desta segunda-feira (dia 21), a negociação de algumas pechinchas foi o principal fator que sustentou os preços, com a melhora climática e uma demanda mais fraca pesando sobre os preços do cereal.






