Nos Estados Unidos, os principais índices futuros iniciam o pregão noturno desta quarta-feira (dia 23) em baixa, mais uma vez nesta semana. No exterior, o dollar index (DXY), que mede o valor da moeda americana frente a uma cesta de moedas de economias avançadas, segue em alta. Na manhã de hoje, o índice atingiu seu nível mais elevado desde o final de julho, refletindo dados econômicos mais robustos do que o previsto para a economia dos EUA e os possíveis impactos de uma eventual vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais de novembro. Esse cenário tem reduzido as apostas de investidores em cortes de juros mais rápidos pelo Fed, resultando em uma desaceleração menor na rentabilidade dos títulos denominados em dólar do que o antecipado, favorecendo assim o fortalecimento da moeda americana.
Na região da Ásia e Pacífico, as bolsas operam sem direção única. Os bons resultados foram impulsionados pelos ganhos da empresa do setor de transporte público, Tokyo Metro, impulsionando o otimismo dos investidores. Entre os mercados europeus, a maioria opera no campo negativo nesta manhã, a espera de novos indicadores econômicos para a região.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia as operações na manhã desta quarta-feira em queda. Na ausência de direcionadores claros para as negociações, a sessão de hoje deve ser guiada pela percepção dos investidores sobre as trajetórias das políticas monetárias no Brasil e nos EUA. No cenário doméstico, a atenção dos investidores está voltada para a divulgação do IPCA-15 de outubro, prevista para amanhã, cuja expectativa é de aceleração. Além disso, monitoram-se as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao longo do dia. Nas últimas semanas, o mercado tem ajustado suas expectativas para uma possível elevação de 0,50 p.p. na taxa Selic durante a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para 6 de novembro, com opções futuras de juros refletindo em sua maioria essas apostas de uma alta mais agressiva. Tal movimento tende a aumentar a atratividade dos títulos domésticos, favorecendo a entrada de capitais estrangeiros e impulsionando o fortalecimento do real. Para se aprofundar no tema, acesse a Abertura de Câmbio.
A soja, que chegou a subir no início da sessão, agora está em queda. Dentre os fundamentos do mercado, a demanda parece ter sido a principal motivadora dos ganhos da soja no início da sessão. O retorno da China às compras aqueceu a demanda global pela oleaginosa e parece ter animado os traders, que assumiram mais posições nas negociações da soja, aguardando novos ganhos. No entanto, a rápida colheita nos Estados Unidos tem limitado os ganhos, com isso a soja apresenta alguns recuos nesta sessão.
A demanda chinesa observada no mercado da soja se estende também para o mercado do milho. Os grandes volumes de grãos comprados pela China têm ajudado a sustentar os preços internacionais, em um momento que a colheita de algumas das maiores safras do país avança rapidamente.
Os comerciantes estadunidenses correm para negociar a soja antes das eleições presidenciais no país, que podem acarretar novas tensões comerciais com o principal importador de milho do país, a China.
O mercado de trigo também se encontra em baixa. Em seu caso específico, os recuos são motivados por previsões de chuvas que devem atingir a região das Grandes Planícies produtoras nos Estados Unidos e os cinturões do trigo na Rússia, dando uma folga aos rumores de que o clima quente e seco poderia trazer prejuízos aos cultivos neste ciclo.
Com isso, a oferta deve se estabilizar para os próximos dias, afastando, por ora, as preocupações com uma possível escassez do cereal no mercado. Com relação à demanda, o mercado trigueiro encontra-se mais tranquilo do que o da soja, por exemplo, não havendo grandes negociações para destacar.






