Os principais índices futuros operam em baixa na manhã desta terça-feira, 29 de outubro - Investidores aguardam pela divulgação do JOLTS de setembro, que deve completar a leitura para o mercado de trabalho americano. Espera-se que o número de vagas de trabalho em aberto mantenha sua tendência de queda gradual, recuando para pouco menos de oito milhões. Por outro lado, espera-se que o número de demissões permaneça estável, ao redor de três milhões. Estes números reforçariam a percepção de que o mercado de trabalho americano desacelera em um ritmo suave, com diminuição das contratações, porém se mantém resiliente e saudável, sem aceleração das demissões. Isto, por sua vez, deve reforçar a leitura de que não há urgência para o Federal Reserve reduzir seus juros, o que favorece o rendimento de títulos denominados em dólar e contribui para o fortalecimento da moeda americana.
Entre os mercados asiáticos, a maioria opera no campo positivo - bolsas acompanham ganhos obtidos em Wall Street na sessão anterior, à medida que os mercados se preparam para as eleições e dados econômicos estadunidenses. Na Europa, as bolsas sobem - Investidores avaliam os rendimentos em meio à divulgação dos balanços corporativos trimestrais.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em queda, mas logo vira para alta - Os agentes do mercado financeiro aguardam por mais informações a respeito do plano de corte de gastos públicos do governo federal, prometido para depois do segundo turno das eleições municipais. Nas últimas semanas, um forte pessimismo e ceticismo entre investidores sobre a condução da política fiscal brasileira resultou em um sensível aumento na exigência de prêmios de risco, penalizando o desempenho de ativos brasileiros, como a taxa de câmbio e os contratos futuros de juros. Nesta manhã, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que “as expectativas de inflação bastante desancoradas, tanto na parte das pesquisas de inflação quanto na parte do mercado, isso preocupa muito o Banco Central” e que o resultado primário brasileiro está na média dos outros emergentes, mas que o Brasil tem uma exigência de prêmios de risco maior que a média. Para acompanhar os desdobramentos deste tema, fique atento ao nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Os futuros da soja voltam a subir em Chicago, após quatro sessões consecutivas em queda. O pregão noturno desta terça-feira, 29 de outubro, recuperou os preços de algumas perdas recentes. Neste momento, os ganhos são consequência de compras técnicas ocorridas durante a noite, além de preocupações relacionadas às condições climáticas de importantes regiões produtoras pelo mundo.
A colheita nos Estados Unidos se encontra 89% concluída, o ritmo mais rápido desde 2010. No entanto, as chuvas previstas para atingirem a região Centro-Oeste do país devem levar algum atraso às atividades.
Nos Estados Unidos, o ritmo acelerado da colheita da soja também é verificado para o milho, que se encontra com 81% da colheita concluída. Com isso, os suprimentos, que já eram amplos, têm se expandido ainda mais, gerando sobrecarga em alguns pontos de armazenamento na região Meio-Oeste do país. Em consequência deste cenário, os preços do milho variaram perto das mínimas de quatro anos nas últimas sessões.
A seca que atingiu as áreas de cultivo do milho e da soja adiantou a maturação dos grãos, fazendo com que adiantasse as respectivas colheitas.
Ao contrário da soja e do milho, em que a seca favoreceu o adiantamento das atividades do campo, para o trigo de inverno, verificou-se o contrário. As condições climáticas áridas prejudicaram o plantio e a germinação da cultura de inverno, o que levou a índices relativamente inferiores para as condições da safra. A situação deve ser acompanhada nos próximos dias, para analisar os impactos sobre a produção do país.
No acumulado, 80% do trigo de inverno havia sido plantado até domingo, 27 de outubro, abaixo das expectativas de alguns analistas, mas, ainda assim, em nível próximo do registrado em anos anteriores, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).






