Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com operações em Wall Street apresentam resultados negativos na manhã desta quinta-feira, 31 de outubro. O destaque do dia deve ser a divulgação do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA de setembro. De um lado, o índice geral e o núcleo do índice, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, se aceleraram em linha com as previsões, registrando crescimento mensal de 0,2% e 0,3%, respectivamente. Por outro lado, chama atenção o aumento nos gastos pessoais, que superaram as expectativas ao crescer 0,5% em relação ao mês anterior, acima da projeção mediana de 0,4%. O dado reforça a percepção de que o mês de setembro foi bastante aquecido nos EUA e que a estabilização inflacionária pode demorar um pouco mais que o antecipado. Esse cenário fortalece a perspectiva de que o Federal Reserve fará cortes graduais e mais lentos para os juros, o que contribui para a rentabilidade dos títulos denominados em dólar e favorece o fortalecimento da moeda americana. Adicionalmente, os investidores devem aguardar o relatório de emprego (“payroll”) de amanhã, considerado o dado mais relevante sobre o mercado de trabalho e primeiro indicador importante referente ao mês de outubro.
Entre os mercados asiáticos, os principais índices futuros seguem as tendências observadas em Nova York, operando em sua maioria no campo negativo. Os Índices Gerentes de Compras (PMI) da China, divulgados durante a madrugada pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS), apontaram para uma suave recuperação da indústria e de serviços em outubro, possivelmente refletindo os estímulos econômicos recentes. O PMI industrial registrou crescimento pela primeira vez em seis meses, alcançando 50,1 pontos, superando os 49,8 de setembro. Paralelamente, o PMI de serviços subiu para 50,2 pontos neste mês, após ter recuado para 50,0 em setembro. Dessa forma, ambos os índices indicam uma leve recuperação na atividade produtiva chinesa ao ultrapassarem a marca dos 50 pontos que separa expansão de contração, o que parece ser um reflexo inicial das medidas de estímulo monetário intensificadas desde meados de setembro, especialmente a aceleração na emissão de títulos públicos. Esses resultados podem melhorar a expectativa de investidores para o crescimento do país, o que beneficia o desempenho de ativos de maior risco, como ações, commodities e moedas de países exportadores de produtos primários, como o real. Na Europa, da mesma forma que nas demais praças citadas, os índices recuam.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia as atividades da quinta-feira, 31 de outubro, em queda. No país, a sessão de hoje deve ser novamente marcada por atenção em torno da questão fiscal, intensificada nos últimos dias pela crescente desconfiança do mercado quanto à possibilidade de anúncios de medidas estruturais de corte de despesas, prometidas pelo governo federal para serem divulgadas após o segundo turno das eleições municipais. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que houve um entendimento entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Casa Civil a respeito de medidas para cortes de gastos, as quais ainda precisam de aval jurídico e continuam sem prazo para divulgação. Ainda que existam poucos detalhes a respeito dessas medidas, investidores interpretaram a convergência entre Casa Civil e Fazenda como uma evolução, o que contribuiu para promover um alívio na exigência de prêmios de riscos de ativos brasileiros e recuperou o desempenho do real. Para ter acesso a estes e outros temas que devem movimentar os mercados mundiais nesta quinta-feira, acesse o nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Os futuros da soja sobem no pregão noturno desta quinta-feira, 31 de outubro, - mas desacelerando o ritmo em relação ao observado em sessões anteriores. A oferta abundante devido à colheita de uma safra recorde nos Estados Unidos, aliada a uma melhora nas condições climáticas em regiões produtoras da América do Sul, que favoreceram os cultivos nesta fase do desenvolvimento, mas teve seus impactos sobre os preços do grão.
Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês) a produção de soja da Argentina para a safra 2024/25 deve ser de 52 milhões de toneladas, acima das estimativas anteriores.
O milho opera no campo negativo nesta manhã, - com uma oferta avaliada como adequada pelos traders do mercado. O cenário atual não incentiva comportamentos mais agressivos por parte dos compradores, mantendo o mercado em condições amenas nos últimos dias.
O relatório de exportações semanais publicado pelo USDA às 9h30min desta quinta-feira informou números elevados para as vendas de exportação nos Estados Unidos, refletindo a demanda aquecida observada no mercado de grãos estadunidense na última semana. Para ter acesso ao relatório completo, acesse Exportações Semanais de Grãos – EUA.
O trigo, assim como o milho, não inspira muitos ânimos entre os compradores neste momento. Com isso, os futuros do cereal recuam nesta manhã.
Ao contrário da soja e do milho, no entanto, as exportações semanais de trigo não apresentaram volume tão animador. O montante, apesar de se encontrar acima da média de exportações para os últimos três anos, foi o menor volume reportado entre as últimas cinco semanas, como é possível verificar no relatório de Exportações Semanais de Grãos – EUA.






