Nos Estados Unidos, os principais índices futuros iniciam a sessão com ganhos - enquanto os investidores aguardavam a divulgação do Relatório da Situação do Emprego ("payroll") nos EUA, que surpreendeu ao mostrar números significativamente abaixo das expectativas. Segundo o indicador, o mês de outubro registrou a criação líquida de apenas 12 mil novos empregos ante estimativa mediana de 113 mil. Embora o saldo de criação de empregos tenha sido pouco expressivo, a taxa de desemprego manteve-se estável em 4,1%, mesmo nível registrado em setembro. É importante ressaltar ainda que alguns fatores excepcionais podem ter impactado os números divulgados, como a passagem de dois furacões no sul do país (Helene e Milton) e a licença coletiva não remunerada (“furlough”) de funcionários da Boeing em meio a negociações sindicais. Com isso, a taxa de resposta das empresas à pesquisa foi incomumente baixa (47,4%), a menor desde janeiro de 1991 (42,6%), o que pode ter influenciado o resultado e pode levar a uma revisão dos dados nos próximos meses. De todo modo, os números abaixo do estimado devem ter impacto importante na percepção de riscos dos agentes de mercado com relação à resiliência da economia americana. Diante do resultado mais fraco, fortalecem-se as apostas para um ciclo mais acelerado de cortes de juros pelo Federal Reserve, aumentando a perspectiva de um maior diferencial de juros brasileiro e favorecendo o real.
Entre os mercados asiáticos, os mercados operam majoritariamente no campo negativo - após resultados em Wall Street, em sessões anteriores, que geraram insatisfação entre os investidores. Na Europa, os índices futuros operam com ganhos - após acumularem as maiores perdas do ano no mês de outubro, sob repercussão dos resultados corporativos trimestrais de grandes companhias e a avaliação da inflação e orçamento do Reino Unidos.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia a sexta-feira, 01 de novembro, em alta. - A incerteza sobre o resultado da eleição presidencial nos EUA e o pessimismo em relação às contas públicas brasileiras devem contribuir para o ambiente de negócios mais avesso ao risco que tem penalizado de forma significativa o desempenho da moeda brasileira. Nos EUA, a proximidade das eleições aumenta a insegurança sobre a evolução das políticas econômicas do país e estimula a busca por ativos de segurança, que são menos voláteis e mais líquidos, favorecendo a moeda americana. No Brasil, a atenção permanece voltada para a questão fiscal, intensificada nos últimos dias pela crescente desconfiança do mercado em relação a anúncios de medidas estruturais de corte de despesas. Ao longo da semana, uma conciliação entre o Ministério da Fazenda e a Casa Civil sobre esse tópico foi anunciada, mas sem maiores detalhes. Sem avanços claros, a exigência de prêmios de risco dos ativos brasileiros deve permanecer alta, o que prejudica o real frente a outras moedas. Para saber mais detalhes sobre o tema, acesse o relatório de Abertura de Câmbio.
Preços futuros da soja sobem, pela terceira sessão consecutiva, na manhã desta sexta-feira, 01 de novembro. A demanda aquecida pela soja estadunidense é o principal fator que tem impulsionado as cotações do grão em Chicago.
Os preços oferecidos pela soja estadunidense estão entre os mais competitivos no mercado internacional, incentivando mais compras. Tudo isso ocorre em meio à colheita de uma das maiores safras do país na série histórica.
Assim como no mercado da soja, no do milho, a demanda pelo grão também pode ser descrita como animadora atualmente, o que tem dado suporte aos preços do grão em Chicago nesta manhã. Um trader de grãos em Cingapura afirma que o maior volume de compras se deve aos níveis de preços dos EUA, que estão entre os mais baratos do mundo no momento. A safra de milho que está sendo colhida do país, assim como a da soja, é uma das maiores já registradas.
O trigo se recupera de algumas perdas nas sessões anteriores, após a Comissão Europeia reduzir suas estimativas para a safra do cereal entre os países produtores da região, acarretando estoques mais apertados ao final da temporada 2024/25. As estimativas encontram-se agora em 2 milhões de toneladas a menos das projeções feitas no último mês, e 10% abaixo da produção para o ciclo anterior no continente.






