Nos Estados Unidos, os principais índices futuros em atividade em Wall Street operam sem direção única na manhã desta segunda-feira, 18 de novembro, enquanto os investidores acompanham os rumores por trás da política monetária do país.
Na região da Ásia e Pacífico, as bolsas apresentam resultados mistos nesta manhã, enquanto os investidores aguardam novos dados sobre a atividade econômica da China e Japão. Na Europa, os mercados operam no campo negativo nesta manhã, com as atenções concentradas em importantes dados econômicos regionais, previstos para serem divulgados ao longo da semana.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa abre os futuros em alta. O Boletim Focus semanal, mostrou nova piora para as expectativas inflacionárias em 2024, 2025 e 2026, além de previsão de juros mais altos em 2025. A piora é reflexo do ambiente de maior pessimismo e ceticismo de investidores em relação à disposição do governo federal equilibrar as contas públicas para estabilizar o nível de endividamento do país, o que resultou em maior percepção de riscos para ativos brasileiros e penaliza o desempenho das variáveis macroeconômicas do país. Vale ressaltar, ainda, que investidores permanecem à espera pela divulgação das medidas de redução de despesas do governo federal pela quarta semana consecutiva, com expectativas crescentes de que o anúncio oficial ocorra ainda esta semana, porém somente após quarta-feira (20). Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a jornalistas que “está fechado com o presidente o conjunto de medidas e vamos anunciar brevemente. Está faltando resposta de um ministério, o Ministério da Defesa”. Entretanto, em função da cúpula do G20, que se encerra na terça-feira, e o do feriado nacional da quarta, espera-se que esse anúncio só ocorra na quinta ou sexta-feira. Para ter acesso a maiores detalhes sobre o tema, acesse a Abertura de Câmbio.
Os futuros da soja na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT) apresentam desempenho negativo na manhã desta segunda-feira, 18 de novembro. A principal motivação por trás deste movimento baixista são as perspectivas positivas para a safra de soja nos países produtores da América do Sul, mas com a contrapartida de um dólar fortalecido.
O momento de grande instabilidade atual reflete as incertezas dos investidores com relação às possíveis mudanças que poderiam vir a ocorrer no comércio entre Estados Unidos e China, com a eleição de Donald Trump para o cargo da presidência dos EUA.
As cotações do milho, por sua vez, alcançaram certa estabilidade no pregão noturno desta manhã. A força que o mercado tem demonstrado nos últimos dias pode estar relacionada a uma antecipação dos compradores, frente a possíveis mudanças no comércio com a China que podem vir a ocorrer, conforme mencionado na sessão anterior.
O dólar mais forte também tem impacto sobre o mercado, tornando as exportações estadunidenses mais caras e, portanto, menos competitivas no mercado internacional, forçando uma queda nos preços.
O trigo, ao contrário das demais commodities apresentadas, o trigo opera com ganhos na manhã desta segunda-feira.
Na França, os agricultores puderam semear 78% da área planejada para o cultivo do trigo neste ciclo, um avanço em relação à semana anterior, e um progresso em linha com o ritmo observado no mesmo período do ano anterior. O desempenho das atividades pôde ser acelerado devido ao tempo seco verificado ao longo deste mês de novembro, que permitiu o avanço das atividades nos campos de cultivo franceses.






