Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com atividade em Wall Street operam em baixa na manhã desta terça-feira, 19 de novembro, enquanto os investidores aguardam a divulgação de importantes balanços empresariais, incluindo o da Nvidia amanhã, 20 de novembro, referentes ao terceiro trimestre de 2024. O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de elevação nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,77 (10h00min), em linha com o movimento externo de fortalecimento da moeda americana. Em um dia sem orientadores claros para as negociações, investidores acompanham o ambiente externo de aversão ao risco após a Rússia atualizar sua doutrina militar para armas nucleares, estabelecendo regras mais flexíveis para o uso do armamento, por exemplo como retaliação a um ataque de armamento convencional por uma nação “apoiada por uma potência nuclear”. O acirramento das tensões geopolíticas ocorre no milésimo dia de conflito entre Rússia e Ucrânia e estimula uma busca por ativos de segurança, mais líquidos e menos voláteis, como o dólar, o iene e o franco suíço.
Entre os mercados asiáticos, a tendência é de alta generalizada, em contraste com as demais bolsas no exterior, com os investidores analisando o discurso dos formuladores de políticas econômicas chinesas, em Hong Kong. Na Europa, assim como nos EUA, as bolsas recuam fortemente, em reflexo dos temores dos investidores em meio à escalada de tensões entre a Rússia e a Ucrânia.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em queda, mas logo vira para ganhos. Ainda, os investidores brasileiros permanecem em compasso de espera pela divulgação das medidas de redução de despesas do governo federal pela quarta semana consecutiva, evitando assumir novas posições em relação ao real em função das expectativas crescentes de que o anúncio ocorra ainda esta semana. Para acompanhar o debate com mais detalhes, acesse nosso relatório de Abertura de Câmbio.
Após operar algumas sessões com ganhos, o contrato mais ativo da soja na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT, para a sigla em inglês), apresenta recuos nesta manhã. A trajetória internacional do dólar, permitiu que a soja se recuperasse de algumas perdas recentes.
Por outro lado, as perspectivas de uma ampla safra na América do Sul contribuíram para as expectativas de uma ampla safra global. No Brasil, o plantio da soja da safra 2024/25 atingiu 80% da área total esperada para o cultivo no país, à frente da última semana e do ano anterior.
Os futuros do milho apresentam ganhos na manhã desta terça-feira, 19 de novembro, com boas perspectivas de exportação pelos dados de inspeções semanais nos Estados Unidos.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês), as inspeções semanais vêm aumentando semana após semana. No acumulado, as inspeções até o dia 1º de setembro já acumulavam 9,06 milhões de toneladas, o que já é superior ao total avaliado ao longo de todo o ano passado, que ficou em 6,87 milhões de toneladas.
Os preços futuros do trigo se recuperam na CBOT, na manhã desta terça-feira, 19 de novembro. A motivação por trás dessa alta está relacionada com um temor dos investidores de que a guerra entre Rússia e Ucrânia se intensifique num futuro próximo, após a decisão da Casa Branca pela retirada de restrições impostas à Ucrânia sobre o uso de mísseis estadunidenses em ataques contra o território russo.
No mercado do trigo, uma escalada nos conflitos na região do Mar Negro pode afetar a capacidade produtiva e logística da região, que é a principal responsável por abastecer o mercado mundial de trigo.






