Os principais índices futuros com operação em Wall Street apresentam oscilações na manhã desta quinta-feira, 21 de novembro. Os investidores repercutem a divulgação de importantes balanços trimestrais de grandes corporações, incluindo a Nvidia, com perspectivas futuras de desaceleração nas vendas. No cenário internacional, o dólar mantém sua trajetória de valorização frente às principais moedas globais, refletindo, sobretudo, a intensificação de um ambiente de aversão ao risco por parte dos agentes de mercado. Nesta semana, novos desdobramentos relacionados à guerra na Ucrânia reacenderam os temores de uma escalada no conflito, após o governo ucraniano ter utilizado, pela primeira vez, mísseis balísticos contra alvos em território russo. Por sua vez, o governo da Rússia havia anteriormente advertido que o uso de armamento ocidental para atingir territórios russos distantes da fronteira seria interpretado como uma escalada significativa no conflito, o que gera receios de que o país possa usar armamento nuclear como retaliação. Paralelamente à intensificação das tensões geopolíticas, o dólar continua fortalecendo globalmente, impulsionado pela ampliação do chamado “Trump Trade”, isto é, o movimento de ajuste de posições das carteiras de investidores aos possíveis efeitos de medidas do novo governo Trump. Entre essas medidas, destacam-se a elevação de tarifas de importação e a restrição à entrada de imigrantes, que podem gerar pressões inflacionárias ao elevar os custos de produtos importados e ao restringir a oferta de mão de obra em um mercado de trabalho com elevado nível de participação e com baixa taxa de desemprego.
Entre os mercados asiáticos, a maioria opera em baixa nesta manhã, refletindo as incertezas dos investidores da região sobre as ações do setor de tecnologia, após decepção com o balanço trimestral da Nvidia, divulgado ontem, 20 de novembro. Na Europa, as bolsas operam de forma mista, também digerindo os resultados da Nvidia, líder no ramo da inteligência artificial.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em queda. Durante a sessão, investidores devem permanecer à espera do anúncio do pacote de cortes de gastos do governo federal, cuja indefinição e demora nas últimas semanas tem estressado os investidores e intensificado a percepção de riscos associados a ativos brasileiros. Hoje, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se reúne às 15h com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para tratar do tema. Agentes do mercado financeiro acompanham esse encontro com expectativa, considerando que havia uma esperança de que o plano fosse divulgado logo após o feriado de ontem (20). Contudo, existe a possibilidade de que o anúncio seja novamente postergado para a próxima semana, o que prolongaria a espera para cinco semanas consecutivas e alimentaria a percepção de falta de prioridade por parte do governo em relação ao controle de gastos. Além disso, o atraso gera preocupações adicionais sobre a viabilidade de tempo hábil para que a proposta seja aprovada pelo Legislativo ainda este ano. Caso tal prazo não seja cumprido, a medida poderá ser aprovada somente após o recesso do Congresso Nacional, em fevereiro de 2025. Para se aprofundar nos temas que devem movimentar o mercado nesta quinta-feira, acesse a Abertura de Câmbio.
Após dois dias operando em baixa, os preços futuros da soja apresentam uma recuperação na manhã desta quinta-feira, 21 de novembro. Os resultados são impulsionados por uma incerteza em torno da demanda por biodiesel, especialmente os que utilizam a soja como matéria prima para a fabricação.
Além disso, há expectativas de que o Brasil, maior exportador mundial de soja, produzisse uma safra recorde do grão neste ciclo.
Os futuros do milho em Chicago recuam ligeiramente no pregão noturno desta quinta-feira, 21 de novembro, apesar do prêmio de risco crescente que vem sendo construído devido ao recente aumento das tensões na região no Mar Negro.
Os novos ataques da Ucrânia contra o território russo, utilizando mísseis de longo alcance fabricados pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos, geram receios sobre a capacidade de escoamento da safra produzida na região, sob riscos de ameaça à infraestrutura logística dos países.
O mercado trigueiro segue em alta, pela quinta sessão consecutiva, com os investidores atentos ao cenário da guerra entre Rússia e Ucrânia. Neste momento, paira o temor de que uma escalada nos conflitos possa levar à interrupção do fornecimento de trigo aos agentes que importam da região do Mar Negro.
O clima tenso se deve aos ataques da Ucrânia contra a Rússia, que fizeram o uso de mísseis de longa alcance, após autorização vinda da Casa Branca.






