Nos Estados Unidos, os principais índices futuros apresentam direções distintas de operação na manhã desta terça-feira, 26 de novembro. No exterior, o dollar apresentou forte alta durante a madrugada, porém aos poucos devolveu os seus ganhos, após o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, afirmar via rede social que ele irá impor sobretaxas para as importações americanas vindas da China, México e Canadá em seu primeiro dia de governo (20 de janeiro). Trump afirmou que aplicará um imposto de importação de 25% sobre todos os produtos importados do México e do Canadá, além de uma taxa adicional de 10% sobre todas as importações vindas da China, pois, segundo ele, esses países não estão detendo a “invasão” de “imigrantes ilegais” e de drogas para os Estados Unidos. O anúncio trouxe volatilidade para os mercados de divisas globais e eleva os receios de uma “guerra tarifária” entre EUA e diversas nações, o que tende a estimular a aversão a riscos por investidores e prejudicar o desempenho de ativos arriscados como commodities e moedas de economias emergentes.
Na região da Ásia e Pacífico, a terça-feira é marcada por quedas generalizadas entre as bolsas, depois que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que o país vai impor tarifas adicionais à China, México e Canadá, corroborando para a “Guerra Comercial” temida pela desde a sua eleição, como parte do seu projeto “América em Primeiro Lugar”. Entre os mercados europeus, também se observa um recuo motivado pelas incertezas dos investidores relacionadas com as novas tarifas anunciadas pelo futuro governo dos Estados Unidos.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em queda, mas logo vira para alta. Embora o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenha afirmado na sexta passada que a divulgação ocorreria ontem ou hoje, Haddad voltou atrás sobre quando essas medidas seriam anunciadas. Ontem, o ministro disse a jornalistas que “fechamos o entendimento dentro do governo, o presidente já decidiu as últimas pendências. Devemos falar com os presidentes das Casas, conforme eu tinha anunciado que, depois de fechar eles devem falar com os presidentes Pacheco e Lira, líderes, e aí nós vamos encaminhar [para o Congresso]”. Contudo, se recusou a afirmar quando isso ocorreria. A indefinição e demora do Executivo em divulgar o pacote reforça uma percepção entre investidores de que o Palácio do Planalto demonstra pouca urgência e pouca importância para a necessidade de ajustes dos gastos públicos, o que pode resultar em uma elevação da percepção de riscos de ativos brasileiros e prejudicar o desempenho de ativos nacionais, como taxa de câmbio do real e a taxa dos contratos futuros de juros (DI). Para ter acesso ao conteúdo completo, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, os futuros operam no campo negativo na manhã desta terça-feira, 26 de novembro, após semana com acúmulo de quedas anteriormente.
A equipe de inteligência de mercado da StoneX, especializada no mercado de soja, publicou ontem o Resumo Semanal de Soja, que destaca o bom andamento da safra da América do Sul e as dúvidas sobre a política de biocombustíveis nos EUA como os principais fatores que continuaram pesando sobre os preços.
O milho, de modo contrário à soja, apresenta alguns recuos no pregão noturno de hoje. Após semana marcada por um sentimento de estabilidade no mercado.
Os futuros do milho tiveram uma semana com fechamento estável em Chicago, após operarem predominantemente no terreno positivo ao longo de toda a semana. Na sexta-feira, o março/25 terminava negociado a US¢435,25/bu, estável no comparativo semanal. Houve poucas novas no mercado, com destaque para a escalada no conflito russo-ucraniano, que tomou novas proporções e aumentou o prêmio de risco para a região do Mar Negro, que concentra uma parcela importante do mercado mundial de grãos. Ainda assim, vendas de exportação abaixo da média das últimas semanas e fundamentos de oferta nas américas que seguem apontando para safras robustas acabam limitando ganhos. Para se aprofundar nos fatores que tiveram influência sobre os preços do milho na semana, acesse o Resumo Semanal de Milho.
O mercado do trigo opera em queda na manhã desta terça-feira, 26 de novembro, com o plantio do trigo na França avançando em ritmo historicamente acelerado. O início do plantio foi prejudicado devido ao excesso de chuvas em setembro e no início de outubro, mas o clima se estabilizou e permitiu que o plantio pudesse progredir em ritmo acima da média dos últimos cinco anos, para o mesmo período.
A semana anterior foi marcada pelo acúmulo de alguns ganhos no mercado do trigo, principalmente por influência das tensões geopolíticas na região do Mar Negro. Para ter acesso ao relatório completo com os principais pontos que influenciaram na dinâmica do mercado na última semana, acesse o Resumo Semanal de Trigo.






