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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
COMPLEXO DA SOJA: BAIXA; MILHO, TRIGO: ALTA.                                                                              
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa: alta; Ásia: baixa. 

Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com operações em Wall Street operam com ganhos na manhã desta quarta-feira, 18 de dezembro, com os investidores apreensivos na sessão de hoje, aguardando a decisão que definirá os rumos da política monetária do país no dia de hoje. No exterior, há elevado consenso de que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) deve reduzir a taxa básica de juros americana em 0,25 p.p., para a faixa entre 4,25% e 4,50% a.a. A continuidade desses cortes nas próximas decisões, no entanto, permanece como incerteza entre os investidores. Desde que o Federal Reserve começou seu ciclo de cortes de juros, em setembro, os indicadores americanos apontaram, de maneira geral, para uma economia mais aquecida, para um risco inflacionário mais alto e para um risco de enfraquecimento do mercado de trabalho mais baixo que o imaginado. Além disso, a maior parte dos analistas acredita que as mudanças previstas para as políticas econômicas durante o novo governo de Donald Trump podem resultar em pressões inflacionárias e forçar o Fed a diminuir menos os juros para compensar essas pressões. Em função desse contexto, imagina-se que o comunicado da decisão e a entrevista coletiva do presidente do FOMC, Jerome Powell, deva adotar um tom mais cauteloso, realçando que não há pressa para o Federal Reserve realizar novos ajustes. Além disso, será até mais importante do que a decisão em si, a atualização das Projeções Econômicas Sumarizadas, que devem apontar para um ritmo mais lento para a queda da taxa de juros americana em 2025, para estimativas melhores para o crescimento econômico e a taxa de desemprego e, também, para números mais aquecidos para a inflação. Dessa forma, ainda que o FOMC reduza seus juros nesta decisão, é provável que será reforçada a percepção entre investidores de que o banco central americano deve reduzir menos e de forma mais gradual sua taxa de juros nas próximas reuniões, o que pode impulsionar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e beneficiar o desempenho do dólar.

Entre os mercados da Ásia e Pacífico, a tendência verificada é altista, refletindo perdas obtidas em Wall Street na sessão anterior. Na Europa, os índices futuros avançam enquanto os agentes aguardam a decisão do Fed sobre a política monetária estadunidense.

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia a quarta-feira em baixa, encaminhando a semana para um saldo negativo. No cenário doméstico, a sessão deve ser orientada principalmente pelos novos desdobramentos da tramitação do pacote fiscal do governo.  Ontem, com folga de votos, o Congresso aprovou o texto-base do projeto de lei complementar (PLP) 210/24, que faz parte do pacote. O texto, entretanto, sofreu "desidratações" em relação ao incialmente proposto pelo Executivo, como o limite real ao ganho do salário-mínimo e modificações no BPC (Benefício de Prestação Continuada). Além disso, o trecho que autorizaria a União a restringir o uso de créditos tributários por parte das empresas, caso o Executivo apresentasse déficit primário a partir de 2025, não foi mantido. Apesar das alterações, itens importantes permaneceram, como a vedação de despesas com pessoal acima do piso estabelecido pelo arcabouço fiscal e a possibilidade de bloquear até 15% das emendas parlamentares para cumprir o teto da meta fiscal. Ao longo do dia, a Câmara ainda deve votar três requerimentos pendentes: a supressão da autorização para o governo bloquear emendas orçamentárias, a extinção do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), que substitui o antigo DPVAT, e a determinação de que o Executivo persiga o centro da meta de resultado primário, em vez de sua banda inferior. Para se aprofundar no tema, acesse a Abertura de Câmbio

Soja em baixa

Os preços futuros da soja se aproximam do seu nível mais baixo dos últimos quatro anos, com os investidores repercutindo as perspectivas de uma volumosa safra brasileira, além do atual momento de queda nos preços do óleo de soja.

Os preços do óleo de soja vêm sofrendo com as propostas de mudanças na política de biocombustíveis em debate nos Estados Unidos.  

Milho em alta

Os preços futuros do milho registram alguns ganhos curtos, à medida que os investidores vão ajustando suas posições às expectativas sobre a condução da política monetária dos Estados Unidos, na prévia da reunião do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros do país, que acaba por determinar a dinâmica econômica em todo o mundo.

Trigo em alta

No mercado do trigo, os preços se mantêm próximos da estabilidade, após uma sequência de perdas que vinha se estendendo por quatro dias. Os investidores avaliam as condições das safras nos principais países produtores pelo mundo, com atenção especial aos cultivos da Rússia, o maior exportador mundial de trigo.  

 

TABELAS E INDICADORES
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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