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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
SOJA, FARELO DE SOJA, ÓLEO DE SOJA, MILHO: ALTA; TRIGO: BAIXA.                                                                                       
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa: alta; Ásia: baixa.         

Em Wall Street, os índices futuros em atividade na manhã desta sexta-feira, 17 de janeiro, avançam, com os investidores aguardando a divulgação dos balanços trimestrais para alguns bancos. Investidores devem operar em compasso de espera pela cerimônia de posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima segunda-feira. A principal expectativa em relação ao evento, bem como aos primeiros dias de seu mandato, é o fortalecimento da percepção de maior robustez global do dólar, a depender da implementação e extensão das políticas anunciadas durante sua campanha presidencial. Por exemplo, a elevação de tarifas de importação e a restrição à entrada de imigrantes podem resultar em pressões inflacionárias ao elevar os custos de produtos importados e ao restringir a oferta de mão de obra em um mercado de trabalho com elevado nível de participação e com baixa taxa de desemprego. Adicionalmente, a redução de impostos corporativos pode melhorar a lucratividade de empresas americanas e estimular o investimento e o crescimento do país, ao mesmo tempo em que deve ampliar o já elevado déficit fiscal. A possibilidade de pressões inflacionárias e a aceleração do endividamento público reduzem as apostas de investidores para cortes de juros pelo Federal Reserve, o que impulsiona os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e beneficia o desempenho do dólar. Da mesma maneira, a perspectiva de maior rentabilidade para as empresas favorece a atração de capitais externos para as bolsas de valores do país e contribuem para o fortalecimento global da moeda americana.

Entre os mercados asiáticos, as bolsas encerraram o dia sem direção única, enquanto alinham suas expectativas a respeito do desempenho econômico chinês, com dados que foram divulgados referentes ao quarto trimestre de 2024. O ambiente de negócios nesta manhã reflete a divulgação de novos dados de atividade econômica na China, que, em sua maioria, superaram as expectativas. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,4% no quarto trimestre de 2024 contra o mesmo período do ano passado, acima da estimativa mediana de 4,9%, permitindo que o país alcançasse a meta anual de 5% estabelecida pelo governo chinês. A produção industrial em dezembro, por sua vez, registrou avanço de 6,2% na comparação anual, superando a projeção de 5,3%, enquanto as vendas no varejo tiveram aumento anual de 3,7% no mesmo mês, acima da previsão de 3,5%. Apesar do desempenho superior às estimativas medianas, os dados indicam uma desaceleração no ritmo de crescimento econômico, com prolongamento do cenário em que exportações e produção industrial seguem robustas, mas com a demanda interna avançando de forma mais moderada. Esse desequilíbrio, por sua vez, levanta preocupações de que problemas estruturais possam se aprofundar em 2025, quando a China planeja um desempenho econômico semelhante. Desde setembro, o governo chinês intensificou os estímulos econômicos, incluindo cortes nas taxas de juros e concessão de subsídios às empresas, o que contribuiu para uma recuperação parcial no final do ano. Em tese, essa recuperação tende a favorecer as perspectivas para o desempenho futuro da economia chinesa e, consequentemente, impacta positivamente as moedas de países exportadores de commodities, como o real. Entretanto, investidores permanecem cautelosos quanto à extensão dos efeitos dos estímulos recentes e à possibilidade de impactos negativos decorrentes de potenciais disputas comerciais com os Estados Unidos, especialmente após a posse do presidente eleito Donald Trump, em 20 de janeiro.

Na Europa, as bolsas avançam em meio a novos dados econômicos para a região. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em baixa, mas, ainda assim, a semana se encaminha para ser positiva para o mercado acionário nacional. Para acompanhar os principais temas que movimentam os mercados globais nesta sexta-feira, acesse a Abertura de Câmbio.

Soja em alta

Os preços futuros da soja avançam na manhã desta sexta-feira, 17 de janeiro, mas tudo indica que permaneçam próximos da estabilidade no acumulado semanal, a medida que os traders deste mercado avaliam a extensa oferta do grão devido à safra recorde que deverá ser colhida no Brasil.

As expectativas são de que, tendo absorvido as indicações do último relatório de oferta e demanda (WASDE) do USDA, as condições climáticas na América do Sul devem ditar a dinâmica dos mercados pelos próximos dias.

Milho em alta

Em meio a uma perspectiva de oferta mais apertada para o milho, suas cotações em Chicago encaminham-se para um acúmulo de ganhos nesta semana.

O cenário é tal que mesmo diante de uma propensão às vendas por parte dos agricultores, as perspectivas de oferta mais apertada, informadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês) na última sexta-feira, 10 de janeiro.

Trigo em alta

O trigo, que se encaminharia para acumular alguns ganhos semanais, por influência da alta que leva os preços do milho para perto das máximas de alguns meses, não conseguiu sustentar tal movimento devido à demanda fraca pelo cereal no mercado internacional, mantendo os seus preços próximos das mínimas de 2024.

TABELAS E INDICADORES
image 106798
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

Matt Zeller
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