Em Wall Street, os índices futuros em atividade na manhã desta sexta-feira, 17 de janeiro, avançam, com os investidores aguardando a divulgação dos balanços trimestrais para alguns bancos. Investidores devem operar em compasso de espera pela cerimônia de posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima segunda-feira. A principal expectativa em relação ao evento, bem como aos primeiros dias de seu mandato, é o fortalecimento da percepção de maior robustez global do dólar, a depender da implementação e extensão das políticas anunciadas durante sua campanha presidencial. Por exemplo, a elevação de tarifas de importação e a restrição à entrada de imigrantes podem resultar em pressões inflacionárias ao elevar os custos de produtos importados e ao restringir a oferta de mão de obra em um mercado de trabalho com elevado nível de participação e com baixa taxa de desemprego. Adicionalmente, a redução de impostos corporativos pode melhorar a lucratividade de empresas americanas e estimular o investimento e o crescimento do país, ao mesmo tempo em que deve ampliar o já elevado déficit fiscal. A possibilidade de pressões inflacionárias e a aceleração do endividamento público reduzem as apostas de investidores para cortes de juros pelo Federal Reserve, o que impulsiona os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e beneficia o desempenho do dólar. Da mesma maneira, a perspectiva de maior rentabilidade para as empresas favorece a atração de capitais externos para as bolsas de valores do país e contribuem para o fortalecimento global da moeda americana.
Entre os mercados asiáticos, as bolsas encerraram o dia sem direção única, enquanto alinham suas expectativas a respeito do desempenho econômico chinês, com dados que foram divulgados referentes ao quarto trimestre de 2024. O ambiente de negócios nesta manhã reflete a divulgação de novos dados de atividade econômica na China, que, em sua maioria, superaram as expectativas. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,4% no quarto trimestre de 2024 contra o mesmo período do ano passado, acima da estimativa mediana de 4,9%, permitindo que o país alcançasse a meta anual de 5% estabelecida pelo governo chinês. A produção industrial em dezembro, por sua vez, registrou avanço de 6,2% na comparação anual, superando a projeção de 5,3%, enquanto as vendas no varejo tiveram aumento anual de 3,7% no mesmo mês, acima da previsão de 3,5%. Apesar do desempenho superior às estimativas medianas, os dados indicam uma desaceleração no ritmo de crescimento econômico, com prolongamento do cenário em que exportações e produção industrial seguem robustas, mas com a demanda interna avançando de forma mais moderada. Esse desequilíbrio, por sua vez, levanta preocupações de que problemas estruturais possam se aprofundar em 2025, quando a China planeja um desempenho econômico semelhante. Desde setembro, o governo chinês intensificou os estímulos econômicos, incluindo cortes nas taxas de juros e concessão de subsídios às empresas, o que contribuiu para uma recuperação parcial no final do ano. Em tese, essa recuperação tende a favorecer as perspectivas para o desempenho futuro da economia chinesa e, consequentemente, impacta positivamente as moedas de países exportadores de commodities, como o real. Entretanto, investidores permanecem cautelosos quanto à extensão dos efeitos dos estímulos recentes e à possibilidade de impactos negativos decorrentes de potenciais disputas comerciais com os Estados Unidos, especialmente após a posse do presidente eleito Donald Trump, em 20 de janeiro.
Na Europa, as bolsas avançam em meio a novos dados econômicos para a região. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em baixa, mas, ainda assim, a semana se encaminha para ser positiva para o mercado acionário nacional. Para acompanhar os principais temas que movimentam os mercados globais nesta sexta-feira, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja avançam na manhã desta sexta-feira, 17 de janeiro, mas tudo indica que permaneçam próximos da estabilidade no acumulado semanal, a medida que os traders deste mercado avaliam a extensa oferta do grão devido à safra recorde que deverá ser colhida no Brasil.
As expectativas são de que, tendo absorvido as indicações do último relatório de oferta e demanda (WASDE) do USDA, as condições climáticas na América do Sul devem ditar a dinâmica dos mercados pelos próximos dias.
Em meio a uma perspectiva de oferta mais apertada para o milho, suas cotações em Chicago encaminham-se para um acúmulo de ganhos nesta semana.
O cenário é tal que mesmo diante de uma propensão às vendas por parte dos agricultores, as perspectivas de oferta mais apertada, informadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês) na última sexta-feira, 10 de janeiro.
O trigo, que se encaminharia para acumular alguns ganhos semanais, por influência da alta que leva os preços do milho para perto das máximas de alguns meses, não conseguiu sustentar tal movimento devido à demanda fraca pelo cereal no mercado internacional, mantendo os seus preços próximos das mínimas de 2024.






