Nos Estados Unidos, os principais índices com atividade em Wall Street operam em alta na manhã desta terça-feira, 21 de janeiro. Na ausência de indicadores econômicos relevantes, o foco dos investidores recai novamente sobre as primeiras ações do governo do presidente norte-americano Donald Trump, empossado em cerimônia realizada na véspera. Ao longo da sessão de ontem, observou-se um movimento de alívio nos mercados internacionais, que antecipavam uma série de ordens executivas já nas primeiras horas da nova administração, incluindo as tarifas de importação prometidas durante a campanha presidencial. Embora Trump tenha, de fato, assinado diversas medidas em seu primeiro dia de mandato, a ausência de medidas tarifárias imediatas contribuiu para a percepção de alívio no exterior. Em seu discurso de posse, Trump enfatizou emergências em temas de imigração e energia, bem como uma política externa mais forte e expansionista, chegando a mencionar inclusive a retomada do Canal do Panamá. Após a cerimônia, contudo, o novo presidente informou a jornalistas que sua equipe estudava a possibilidade de implementar tarifas na faixa de 25% sobre o México e o Canadá já em 01 de fevereiro, sem fornecer detalhes adicionais. No que diz respeito à adoção de tarifas universais, ressaltou que os Estados Unidos ainda não estariam preparados para esse tipo de medida. Nesta manhã, o contexto de incerteza acerca da efetivação dessas políticas, ao aumentar a percepção de risco entre os investidores, exerce pressão de alta sobre o dólar globalmente. Para acompanhar com mais detalhes os temas que devem movimentar os mercados internacionais neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados apresentaram resultados majoritariamente positivos, com o foco nos primeiros direcionamentos do governo Trump. Entre os mercados europeus, os mercados operam sem direção única nesta manhã. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em queda, recuando dos ganhos adquiridos no dia anterior.
Preços futuros da soja apresentam altas na manhã desta terça-feira, 21 de janeiro. No momento, os traders acompanham o clima seco que atinge a Argentina, identificando este como um fator de ameaça à produtividade do país, bem como a colheita em ritmo mais lento no Brasil, motivada pelo excesso de chuva em determinadas regiões produtoras, com destaque para o estado do Mato Grosso, o principal produtor da oleaginosa no país, o que tem prejudicado o avanço das atividades no campo.
Os futuros do milho operam de forma semelhante, com ganhos, sob a influência também do clima seco na Argentina e das chuvas que atingem algumas produtoras importantes do Brasil.
Com isso, o milho atinge suas maiores altas do último ano em Chicago. Apesar de algumas chuvas terem caído em certas regiões argentinas, pode-se dizer que não foram suficientes para aliviar os temores dos produtores locais, após a Bolsa de Cereales ter sinalizado uma redução na produção de milho e soja do país.
No mercado do trigo, os preços de exportação do trigo russo vinham em tendência de queda desde a última semana, devido a uma demanda ainda enfraquecida para o cereal no mercado internacional. Além disso, outros players têm oferecido preços competitivos, instigando a oferta de um trigo mais barato aos compradores.






