Os principais índices com atividade em Wall Street acumulam ganhos na manhã desta terça-feira, 28 de janeiro. As bolsas tentam se recuperar das perdas adquiridas no dia anterior, devido à ameaça da chinesa DeepSeek às empresas estadunidenses do setor de inteligência artificial. A Nvidia despencou 16,97% na segunda-feira, 27 de janeiro, perdendo cerca de US$600 bilhões em valor de mercado e saindo da posição de empresa mais valiosa do mundo. Paralelamente, observa-se mais um dia de pouco apetite global por ativos arriscados após o presidente dos EUA, Donal Trump, afirmar a repórteres que ele estudava impor tarifas de importação sobre todas as economias mundiais simultaneamente em segmentos estratégicos, como chips, fármacos, alumínio, cobre e aço. Além disso, quando perguntado sobre uma reportagem do Financial Times que afirmava que os EUA poderiam optar por sobretaxas universais que crescessem em 2,5 p.p. por mês, o presidente afirmou que queria uma tarifa “muito maior” que 2,5%. As falas de Trump impulsionaram os receios de que os EUA irão dar início a uma “guerra comercial” com os outros países, pois, ainda que poucos detalhes sobre conteúdos e cronogramas sejam conhecidos, elas indicam que seus assessores estão debatendo o tema e que anúncios podem ocorrer em breve.
Entre os mercados asiáticos, não há sentido único de operação, contando também que as bolsas chinesas estão fechadas devido ao feriado do Ano Novo Lunar. Na Europa, os mercados avançam, com as ações de varejo e serviços públicos liderando os ganhos, À medida que o mercado absorve o impacto da ascendente chinesa DeepSeek no mercado global de ativos.
No Brasil, o principal índice futuro da bolsa no país, Ibovespa (IBOV) inicia o dia em queda, contudo, assim como ontem, a moeda brasileira sustenta o seu valor e apresenta desempenho um pouco superior a pares como o peso mexicano e o rand sul-africano sem razões muito claras. Para alguns analistas, a piora das estimativas inflacionárias no boletim Focus de ontem reforça uma leitura de que o Banco Central do Brasil deve aumentar intensamente a taxa básica de juros (Selic) ao longo do ano, ajudando a atrair investimentos estrangeiros e amenizando o enfraquecimento do real. Outros argumentaram que há um desmonte de posições contrárias ao real por investidores, o que favorece a demanda pela moeda brasileira. Para saber mais detalhes sobre os temas que movimentam os mercados nesta terça-feira, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja apresentam um caráter próximo da estabilidade na manhã desta terça-feira, 28 de janeiro. Ao que parece, os investidores do segmento já digeriram a maior parte das mudanças tarifárias que atingiram os mercados nos últimos dias.
Em geral, pode-se dizer que os maiores temores de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impusesse novas tarifas sobre o comércio agrícola do país, se aliviaram um pouco, após se passarem os dias e não ter observado nada de muito concreto. O Resumo Semanal de Soja, publicado ontem pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX traz detalhes da dinâmica do mercado nos últimos dias, aprofundando-se nas temáticas abordadas acima.
No mercado do milho, a percepção não é diferente do que se descreveu para a soja. O cenário político internacional é o principal termômetro para o mercado de grãos nos últimos dias, ainda assim, as condições climáticas e o avanço da colheita na América do Sul seguem sendo monitoradas.
O alívio de que o presidente Donald Trump não tenha imposto nenhuma tarifa imediatamente ao comércio internacional de produtos agrícolas foi tamanho que o milho chegou a atingir uma alta de 15 meses na última semana. O Resumo Semanal de Milho traz mais detalhes sobre as temáticas que influenciaram o mercado nos últimos dias e que devem continuar surtindo efeitos pelos próximos.
No mercado trigueiro, também se verificou uma estabilização dos preços futuros, que vinham em uma alta de seis semanas. No entanto, a demanda fraca pelo cereal não tem inspirado um fortalecimento real do setor, mesmo diante de rumores de que o frio intenso que atingiu parte dos Estados Unidos possa ter causado destruições no trigo de inverno em algumas regiões produtoras do país.
Na região do Mar Negro, observa-se o contrário, o medo é de que o clima um pouco mais quente do que o normal para a época possa acelerar o crescimento do trigo e torná-lo vulnerável às possíveis ondas de frio que podem atingir a região pelos próximos meses. O Resumo Semanal de Trigo, publicado ontem pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX, explora de forma mais aprofundada os temas que movimentam o mercado do cereal atualmente.






