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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
SOJA, FARELO DE SOJA, MILHO, TRIGO: ALTA; ÓLEO DE SOJA: BAIXA.                                                                                                    
Mercado Externo – Estados Unidos: misto; Europa, Ásia: alta. 

A quarta-feira, 29 de janeiro, deve ser marcada por uma atenção especial dos investidores voltada à decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a trajetória da taxa de juros do país, embora as expectativas estejam concordando que o comitê opte por mantê-la estável, no intervalo entre 4,25% e 4,50% a.a, interrompendo a sequência de quedas iniciada na decisão de setembro. Essa pausa reflete um cenário de dados econômicos mais aquecidos, com riscos mais baixos de um enfraquecimento súbito do mercado de trabalho e com a inflação estabilizada em um patamar distante da meta perseguida pelo Fed, de 2% anuais. Diante da alta probabilidade de manutenção dos juros, os investidores devem concentrar sua atenção no comunicado do Comitê e na entrevista coletiva de seu presidente, Jerome Powell, buscando sinais quanto à trajetória futura da taxa de juros. A expectativa é de que o FOMC reforce que pode ser paciente e cauteloso na condução da política monetária, visto que a inflação tem caído a um ritmo mais lento que o desejado e a atividade econômica permanece resiliente, e que só retomará as reduções de juros após ganhar maior confiança de que a inflação segue estabilizando. Além disso, a expectativa de impacto inflacionário pelas possíveis medidas econômicas do governo de Donald Trump também deve reforçar a postura cautelosa do FOMC, embora o Comitê deva mencionar que essas possíveis medidas não irão afetar as decisões de política monetária enquanto não houver detalhes mais concretos sobre seu conteúdo e cronograma. A perspectiva de menos cortes de juros pelo Fed ao longo do ano tende a elevar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, o que pode fortalecer o dólar globalmente. Em meio a este cenário, os principais índices com atividades em Nova York operam sem direção única. 

Na região da Ásia e Pacífico, os mercados encerraram a sessão acumulando ganhos, em sua maioria, com as bolsas na China e Malásia fechadas por motivos de feriado. Os investidores ainda repercutem a liquidação em Wall Street após o lançamento de uma nova interface de Inteligência Artificial pela empresa chinesa DeepSeek. Entre os mercados europeus, a tendência também é altista, com a empresa ASML liderando os ganhos no setor de tecnologia.

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia com ganhos, enquanto investidores também aguardam pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), após o fechamento do mercado, que deve aumentar a taxa básica de juros (Selic) de 12,25% a.a. para 13,25% a.a., tal como sinalizado em dezembro. Se naquela decisão o Comitê apontou que a realização de duas altas mais intensas de juros se justificavam pela piora do cenário futuro de inflação, que está “menos incerto e mais adverso” e com “assimetria altista” após a “materialização de riscos inflacionários”, esse cenário pareceu piorar ainda mais desde a última decisão, com uma intensa desvalorização da taxa de câmbio, contínua elevação das expectativas inflacionárias e uma séria crise de credibilidade da condução da política fiscal brasileira junto a investidores. O comunicado da decisão deve ser novamente firme em relação aos riscos inflacionários enfrentados pelo Brasil e reforçar a perspectiva de que a Selic passará por rápidas elevações. Adicionalmente, investidores observarão se haverá mudança no “guia futuro” (foward guidance), que era de duas altas consecutivas de 1,00 p.p. na última reunião. A perspectiva de juros básicos mais altos por mais tempo eleva as expectativas de rentabilidade de títulos domésticos, o que favorece a entrada de investimentos estrangeiros e pode contribuir para a valorização do real. Para acompanhar a repercussão das reuniões dos Bancos Centrais de hoje, acesse a Abertura de Câmbio, de manhã, e o Fechamento do Câmbio, no fim do dia.

Soja em alta

Os futuros da soja operam no campo positivo na manhã desta quarta-feira, 29 de janeiro, em Chicago, à medida que os investidores lidam com incertezas na prévia da divulgação de tarifas comerciais ao setor agrícola nos Estados Unidos.

O mercado segue observando o movimento do governo estadunidense, em meio a rumores que apontam para a imposição de tarifas de 25% sobre a soja, bem como novos impostos sobre as importações com origem do México e Canadá, importantes parceiros comerciais dos EUA.

Milho em alta

Os contratos futuros do milho também acumulam ganhos nesta sessão, com expectativas de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anuncie um pacote de novas tarifas que deve abranger os mercados de grãos, como medida protecionista em favor do setor agrícola estadunidense.  

Nesse sentido, o milho, junto de outros grãos, se aproxima das máximas alcançadas na semana anterior, equivalente aos maiores valores cotados desde os últimos 15 meses, para o caso do milho, próximo de US$4,95/bushel.  

Trigo em baixa

O trigo acompanha o movimento altista observado também para os demais grãos. Para o caso do trigo, as perspectivas que indicam uma oferta restrita para o cereal ajudaram a sustentar os preços em patamar elevado, ainda que do lado da demanda os fundamentos ainda permaneçam baixistas. O trigo se encaminha para suas máximas de seis semanas, algo em torno de US$5,67/bushel.

Por outro lado, os traders acompanham as condições climáticas na Rússia, que podem ter impacto em uma possível retração nas exportações de trigo na região do Mar Negro. As expectativas para a produção do trigo de inverno devem ficar mais claras perto de março ou abril, quando as plantas devem deixar seu período de dormência para evidenciar seus reais índices de produtividade.   

TABELAS E INDICADORES
image 107398
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 107399
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
image 107400
Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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