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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
SOJA, FARELO DE SOJA: ALTA; MILHO, ÓLEO DE SOJA, TRIGO: BAIXA.                                                                                                      
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa, Ásia: alta. 

Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com atividades em Nova York avançam enquanto investidores aguardam novos dados sobre a inflação dos Estados Unidos. No exterior, os investidores devem concentrar parte da atenção na política comercial dos Estados Unidos, após Donald Trump confirmar na noite de ontem a imposição de tarifas de 25% para produtos provenientes do México e do Canadá, vigorando a partir do dia 1º de fevereiro. O presidente americano, contudo, disse ainda não ter definido se incluirá na medida o petróleo exportado por esses países, adicionando incertezas acerca do impacto real da medida. Trump voltou a ameaçar, ainda, que está em processo de estudo para a aplicação de tarifas à China. Após os anúncios, na última quinta-feira (30), o dólar recuperou as perdas previamente registradas na sessão e ganhou impulso nos mercados globais. Embora o Brasil ainda não tenha sido citado diretamente por Trump desde sua posse, as incertezas em torno das políticas econômicas americanas mantêm os investidores em compasso de espera, atentos a possíveis impactos na percepção de risco global e, consequentemente, na moeda brasileira. Por ora, contudo, a falta de imposições de tarifas ao Brasil tem contribuído para a menor percepção de risco sobre o real.

Entre os mercados asiáticos, as bolsas também encerraram o pregão inicial com resultados majoritariamente positivos, ainda com a maioria dos mercados fechados devido ao feriado de Ano Novo Lunar, na China. As ações de tecnologia operam em ritmo acelerado de ganhos, acompanhando o que se verificou em Wall Street. Na Europa, os mercados também avançam nesta sexta-feira, com recordes entre índices acionários locais, desencadeados pelo lançamento de um novo modelo de inteligência artificial pela startup chinesa Deep Seek.

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou o dia no campo positivo, mas logo virou para queda. O setor público brasileiro, que inclui governo central, estados, municípios e empresas estatais, registrou déficit primário de R$ 47,6 bilhões em 2024, equivalente a 0,4% do Produto Interno Bruto, em linha com os números divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional, na véspera. Ontem, o Tesouro já havia informado que o governo federal havia cumprido a meta de resultado primário para 2024 com um déficit primário de R$ 11 bilhões, equivalente a 0,1% do PIB, porém que o déficit aumentava para R$ 44 bilhões (0,36% do PIB) se considerado as despesas extraordinárias, primariamente os gastos emergenciais com o Rio Grande do Sul. Pela metodologia do Banco Central, o déficit primário do governo central foi de R$ 45,4 bilhões. Embora investidores mantenham um grau elevado de pessimismo para o equilíbrio das contas públicas e para a estabilização da dívida do país, os resultados de 2024 ajudam a amenizar a percepção de riscos fiscais para o Brasil em 2025 e contribui para a sustentação do valor do real. Para se aprofundar nos temas que movimentarão o cenário de divisas internacionais nesta sexta-feira, acesse a Abertura de Câmbio.

Soja em alta

Em resposta às ameaças tarifárias que vem sendo sugeridas pelo governo de Donald Trump, a soja tem mais uma sessão de perdas, ainda assim, encaminha-se para o segundo mês consecutivo em alta.

Os ganhos mensais ocorrem apesar dos fundamentos indicarem para a colheita de uma safra recorde na América do Sul, com índices elevados previstos especialmente para o Brasil. Na Argentina, por sua vez, as condições dos cultivos vêm sendo monitoradas, à medida que surgem preocupações relacionadas ao clima seco.

Milho em baixa

Ao contrário da soja, as perspectivas para o milho são de uma oferta bem mais restrita, sendo este o principal fator de alta para o mês de janeiro/2025 neste mercado. Em geral, os investidores concentram suas atenções aos movimentos do governo estadunidense sobre a aplicação de novas tarifas sobre o comércio com o México e Canadá e, possivelmente, com a China, apesar de esta última parecer mais distante, após falas mais recentes do presidente Donald Trump.  

Trigo em baixa

No mercado do trigo, os futuros também avançavam, mas passou a ter algumas perdas nesta manhã. A principal motivação por trás deste movimento são previsões mais baixas para as exportações russas, segundo consultorias locais, além de preocupações em torno do clima congelante, que pode ter trazido prejuízos à safra de inverno dos Estados Unidos.

Além disso, alguns traders apontam para condições adversas também na Índia. A depender de quão mal estiverem tais perspectivas, pode verificar-se o surgimento de uma nova fonte demandante no mercado.  

TABELAS E INDICADORES
image 107498
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 107499
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
image 107500
Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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