Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com atividades em Wall Street operam sem direção única na manhã desta terça-feira, 04 de fevereiro. O dólar, por sua vez, alternava entre perdas e ganhos, refletindo um movimento de maior apetite por moedas de economias emergentes após os EUA chegar a um acordo com México e Canadá e suspender a aplicação de tarifas de importação sobre esses países por um mês. Neste sentido, o avanço das negociações entre os países ajuda a diminuir parcialmente os receios de uma “guerra comercial” ampla dos EUA contra seus parceiros comerciais e impulsiona o desempenho de ativos arriscados, como o real.
Entre os mercados asiáticos, a tendência também é mista. Por lá, repercute a sobretaxa de 10% sobre produtos chineses entrou em efeito nesta madrugada, levando a China a anunciar medidas de retaliação para início em 10 de fevereiro. Ao contrário das tarifas americanas, que são sobre todos os produtos chineses, o país asiático aumentará as importações apenas sobre setores específicos dos EUA, com uma sobretaxa de 15% sobre carvão e gás natural, 10% sobre petróleo, equipamentos agrícolas e alguns tipos de veículos automotivos, controle de exportações sobre metais, como o tungstênio, e uma investigação antitruste contra o Google. Neste sentido, o avanço dos conflitos comerciais entre os dois países atua no sentido contrário, elevando parcialmente os receios de uma “guerra comercial” ampla dos EUA contra seus parceiros comerciais e prejudica o desempenho de ativos arriscados, como o real. Na Europa, os investidores observam à distância os movimentos em torno das novas tarifas a partir de decisões do governo de Donald Trump.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em queda, enquanto investidores analisam a Ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta manhã. O Copom apontou que o cenário de inflação de curto prazo “segue adverso” e que suas projeções em seu cenário de referência (tido como mais provável) mostram que a meta contínua de inflação será descumprida em junho deste ano. Adicionalmente, o Comitê alertou que “ganharam maior probabilidade” as chances de ocorrer riscos extremos no cenário externo, tanto positivos como negativos, e que há “sinais incipientes” de que a economia brasileira possa estar se desacelerando, porém afirmou que “é necessária cautela e parcimônia na análise recente de dados de atividade”. A posição mais moderada do Comitê em sua ata reforça a expectativa de que o BC manterá um ritmo forte de altas para a taxa básica de juros (Selic), o que favorece na atração de investimentos estrangeiros e contribui para o fortalecimento do real. Para acompanhar os temas que movimentam o mercado no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
A soja se valoriza em meio a dados mais altos para as inspeções de envios ao exterior da oleaginosa nos Estados Unidos. O que tem se observado é um aumento gradual nas inspeções para exportações do país, semana a semana.
Até o dia 30 de janeiro, as inspeções de soja atingiram um total de 1,01 milhão de toneladas, acima de 738.028 toneladas informadas na semana anterior, conforme informado pela Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O mercado do milho observou os preços futuros do grão se valorizarem levemente na manhã desta terça-feira, 04 de fevereiro, mas logo voltou a recuar. A valorização ocorre em decorrência da decisão do governo de Donald Trump de adiar o início da validade das tarifas que havia imposto sobre as exportações dos seus vizinhos, e importantes parceiros comerciais, Canadá e México.
Como citado da última edição deste relatório, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia imposto no sábado, 01 de fevereiro, tarifas de 25% sobre as importações estadunidenses com origem do Canadá e México, e de 10% sobre aquelas com origem da China. Após a repercussão, que envolveu retaliações por porte do Canadá, as negociações levaram à suspensão por 30 dias do início da implementação dessas novas medidas.
No mercado do trigo, ao contrário do que se observou para a soja, as inspeções dos envios ao exterior apresentaram números inferiores aos informados na última semana e ao mesmo período do ano anterior, segundo o que foi informado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Ainda assim, no acumulado, as inspeções de trigo encontram-se em patamar superior ao que vinha sendo observado até o mesmo período do último ciclo produtivo do cereal, indicando um avanço nas exportações estadunidenses neste ano.






