Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com operações em Nova York acumulam ganhos na manhã desta segunda-feira, 10 de fevereiro. Após abrir a sessão em alta, a taxa de câmbio do real inverteu sua tendência para queda nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era negociada ao redor de R$ 5,77 (10h15min). A manhã é de maior aversão ao risco e perdas de moedas de economias emergentes após o presidente dos EUA, Donald Trump afirmar ontem (09), em conversa com jornalistas, que anunciaria hoje a imposição de sobretaxas de 25% sobre a importação de aço e alumínio de todos os países, inclusive o Brasil. Vale lembrar que o Brasil exporta 48% da sua produção de aço e 16% da sua produção de alumínio para os EUA, cerca de US$ 6,5 bilhões em exportações. Embora a fala de Trump não tenha dado mais informações sobre cronograma ou detalhes para estas medidas, ela reforçou o temor de investidores de que os Estados Unidos provocarão uma “guerra de tarifas” contra seus parceiros comerciais, o que, por sua vez, amplia as incertezas sobre a inflação americana no curto prazo e sobre o crescimento econômico dos demais países. Este cenário favorece o dólar globalmente ao diminuir o apetite por ativos dos países prejudicados, ampliar a busca de ativos de segurança para momentos de estresse, como o dólar, e indicar que o Federal Reserve possa ter que manter os juros mais altos por mais tempo para tentar neutralizar os impactos inflacionários das tarifas, favorecendo o rendimento dos títulos americanos e tornando-os mais atraentes para investidores. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam o mercado de ações neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Entre os mercados asiáticos, o pregão noturno não foi caracterizado por uma uniformidade nas direções de operação, mas com a maioria operando em alta. Observa-se um otimismo em torno da startup de IA, DeepSeek, que eleva o valor das ações do setor de tecnologia na região. Na Europa, as bolsas avançam, com os investidores aparentemente ignorando as novas ameaças tarifárias do governo estadunidense. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia no campo positivo.
Os preços futuros da soja recuavam na manhã desta segunda-feira, em resposta aos novos rumores sobre tarifas dos Estados Unidos, mas se recuperaram em seguida. Os investidores temem que os novos alertas do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a imposição de novas tarifas comerciais possam desencadear retaliações por parte dos países afetados e, então, prejudicar as vendas da safra estadunidense.
Paralelamente, os investidores acompanham o avanço da colheita das safras de verão em países da América do Sul. No Brasil, a colheita da soja 24/25 está em 16,1% e você pode conferir os dados completos no Painel Interativo de Acompanhamento da Safra de Grãos no Brasil.
O milho, de forma semelhante à soja, acumulava perdas pela segunda sessão consecutiva, após circularem novos rumores sobre a imposição de tarifas pelo governo estadunidense, mas passou a operar no campo positivo próximo das 10h30. O anúncio mais recente foi de que o país iria impor tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio. Com esta nova medida, o Brasil passa a entrar na lista de países afetados pela ofensiva tarifária que vem sendo executada pelo governo dos Estados Unidos desde que Trump assumiu o seu comando.
No mercado do trigo, os temores relacionados à nova política tarifária dos Estados Unidos geram uma instabilidade nos preços. Esta apreensão dos investidores, somada a uma demanda fraca pelo cereal nos EUA, além de um ritmo acelerado de embarques na região do Mar Negro contribuem para o movimento baixista verificado nos últimos dias para este mercado. No entanto, as expectativas de uma oferta mais restrita atuam para que os preços sejam sustentados ainda em patamares mais elevados.
As perspectivas indicam uma redução nas importações globais de trigo, especialmente pela China, um importante comprador neste mercado.






