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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
ÓLEO DE SOJA: BAIXA; FARELO DE SOJA, SOJA, MILHO, TRIGO: ALTA.                                                                                                            
Mercado Externo – Estados Unidos: baixa; Europa, Ásia: misto.

Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com operações na manhã desta terça-feira, 11 de fevereiro, operam no campo negativo. Os investidores repercutem a formalização pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio de todos os países. Segundo Trump, a medida deve simplificar a tributação das importações dos metais pelo país, enfatizando que a medida será promovida "sem exceções ou isenções. Isso vale para todos os países, independentemente de onde venha". Vale lembrar que o Brasil exporta 48% da sua produção de aço e 16% da sua produção de alumínio para os EUA, cerca de US$ 6,5 bilhões em exportações. A assinatura do decreto reforça os temores de investidores de que os Estados Unidos podem provocar uma “guerra de tarifas” contra seus parceiros comerciais, o que, por sua vez, amplia as incertezas sobre a inflação americana no curto prazo e sobre o crescimento econômico dos demais países. Este cenário, por sua vez, tende a favorecer o dólar globalmente ao diminuir o apetite por ativos dos países prejudicados, ampliar a busca de ativos de segurança para momentos de estresse, como o dólar, e indicar que o Federal Reserve (Fed) possa ter que manter os juros mais altos por mais tempo para tentar neutralizar os impactos inflacionários das tarifas, favorecendo o rendimento dos títulos americanos e tornando-os mais atraentes para investidores.

Entre os mercados asiáticos, a tendência não era uniforme entre as bolsas em operação no pregão noturno da região. Na Europa, assim como na Ásia, os mercados operam de forma mista.

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia com ganhos. Contribui para sustentar o valor do real a leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que reduziu seu ritmo de alta de 0,52% em dezembro para 0,16% em janeiro, praticamente em linha com a mediana das estimativas de analistas e a menor taxa para um mês de janeiro desde a implantação do Plano Real, em 1994. O resultado do índice foi bastante influenciado pelos preços de energia elétrica, que recuaram em 14,21% no mês por conta do “bônus de Itaipu”, um crédito para os consumidores residenciais e rurais relativo aos meses em que seu consumo mensal tenha sido inferior a 350 quilowatts-hora (kWh) no ano de 2023. Contudo, esse alívio para o IPCA não deve diminuir as expectativas inflacionárias dos investidores, visto que é transitório e não se repetirá nos próximos meses. Além disso, o “núcleo” do indicador, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, passou de +0,57% em dezembro para +0,67% em janeiro, enquanto os preços de serviços passaram de 0,66% para 0,78% no mesmo intervalo, apontando para uma tendência bastante desfavorável da inflação no país, piorando, portanto, as expectativas inflacionárias para 2025. Isto, por sua vez, consolida a perspectiva de altas firmes para a taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central, o que favorece a perspectiva de ampliação do diferencial de juros brasileiro e contribui para o fortalecimento do real. Para se aprofundar nas temáticas que movimentam o mercado neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.

Soja em alta

Os preços futuros da soja recuavam na manhã desta terça-feira, 11 de fevereiro, na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT, para a sigla em inglês), mas passou a acumular ganhos próximo das 10h30. As baixas ocorrem em resposta às novas tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. Desta vez, os alvos são o aço e o alumínio, cujas importações foram taxadas em 25%. Você pode encontrar mais detalhes sobre o tema no Resumo Semanal de Soja, publicado ontem pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX.

O mercado reage com certo receio em relação às novas tarifas, com medo de que possam repercutir em medidas retaliatórias por parte dos países afetados, podendo prejudicar o comércio internacional dos gêneros agrícolas nos Estados Unidos.

Milho em alta

O milho, seguindo movimento semelhante ao da soja, operava com algumas perdas na manhã desta terça-feira, mas logo virou para alta. O mercado repercute o anúncio de novas tarifas às importações estadunidenses de aço e alumínio, que abalam as relações comerciais nesta sessão. Você pode encontrar mais detalhes sobre o tema no Resumo Semanal de Milho, publicado ontem pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX.

Além disso, os investidores estão atentos à divulgação do Relatório de Oferta e Demanda (WASDE) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês), com previsão para ser publicado no início da tarde de hoje.   

Trigo em alta 

O trigo, assim como os demais grãos tratados anteriormente, obtinha algumas perdas nesta manhã, mas passa a ter ganhos na sequência, à medida que os investidores avaliam as repercussões das novas políticas tarifárias dos Estados Unidos.

Com relação às ameaças climáticas, pode-se dizer que foram amenizadas em regiões dos Estados Unidos e do Mar Negro. Você pode encontrar mais detalhes sobre o tema no Resumo Semanal de Trigo, publicado ontem pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX.

TABELAS E INDICADORES
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

Matt Zeller
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